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segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Comissão do Pasep discute com Nabor pagamento dos servidores



O atraso do pagamento do PASEP (Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público) dos servidores municipais de Patos, ocasionado por uma falha de transmissão de dados ao Ministério do Trabalho ocasionou numa mobilização desses a fim de receber o abono. Na manhã desta segunda-feira o prefeito Nabor Wanderley, acompanhado do secretário de Administração, José Corsino Neto, esteve reunido com a comissão criada a partir de uma audiência pública na Câmara Municipal, para tentar encontrar uma forma de quitar o débito de R$ 760 mil, valor que deverá ser repassado pelo governo federal somente em dezembro, segundo informou Nabor.
Da comissão participaram os representantes do legislativo, os vereadores Ivanes Lacerda, Edileudo Lucena e Almir Mineral; do Sinfemp – Sindicato dos Funcionários Municipais de Patos e Região, José Gonçalves e Carminha Nunes; do Sindicato dos Agentes Comunitários de Saúde e de Endemias, João Bosco Valadares e o representante da imprensa Adilton Dias.
Foram discutidas várias propostas, mas não foi possível se tirar do encontro algo concreto para ser repassado aos servidores em assembléia da categoria nesta segunda à tarde. O governo municipal reenviou a Relação Anual de Informações Sociais, que só foram geradas no sistema  no mês de maio, possibilitando o atraso do abono, pela primeira vez na administração Nabor Wanderley. “Uma de nossas preocupações sempre foi efetuar o pagamento do funcionalismo em dia. Infelizmente tivemos esse problema. Os salários estão em dia, antecipamos o pagamento do 13º e com certeza vamos encontrar uma saída para pagarmos logo o Pasep, já que os recursos só serão repassados em dezembro pelo governo federal”, explicou Nabor.
Uma das proposta foi a antecipação da segunda parcela do 13º a quem tem direito ao Pasep e ver a possibilidade de se fazer um empréstimo junto ao PatosPreve para que todos os servidores recebam o pagamento integral do Pasep. As propostas vão ser analisar pela assessoria jurídica do Município. O Sinfemp agendou com uma nova reunião para segunda-feira, 23, às 16h, quando deverá ter uma proposta concreta para apresentar à categoria. “Até porque na nossa pauta consta do pagamento integral do Pasep até o dia 30 deste mês, o que nos dá tempo de ter por parte do município  uma decisão sobre esse pagamento”, disse José Gonçalves.

A Saúde e o médico



MARCUS ARANHA

No Brasil, as despesas com Previdência e assistência podem ser comparadas às dos países do Primeiro Mundo. O problema é que o que se aplica em Saúde é muito menos do que se gasta no mundo desenvolvido.  
Em setembro que vem a emenda constitucional que definiria os gastos com a saúde do brasileiro, completa dez anos sem ter sido regulamentada pelo Governo, nem pelo Senado e Câmara.
E além do povo desta nação, há um grande sofredor com esta situação: o médico.
O Departamento de Saúde do Trabalhador da UERJ estudou estatísticas de quatro anos de atendimentos feitos a profissionais de nível superior, concluindo que “médico frio” é mentira. Vivenciando os problemas dos pacientes, os esculápios têm problemas cardiovasculares, insônia, irritabilidade, impotência sexual e depressão. É médico cardíaco, médico broxa, médico deprimido, enfim, médico com tudo quanto é de doença. Ele somatiza os problemas que enfrenta nos hospitais, que são muitos, pois no Brasil há hospital que, pra atender paciente nas últimas, o melhor recurso que possui só é mesmo o médico.
Aí o que é que ele faz? Assiste a uma vida se esvair, sabendo que se houvessem medicamentos e equipamentos, ela seria salva. E tem de ficar calado, pra no fim do mês receber o salário minguado que serve para sustentar a família.
Tem médico rico? Tem! Tem hospital de primeiro mundo? Tem! Mas também, só o que tem, é médico remediado. E o que não falta é hospital-espelunca caindo aos pedaços, principalmente no Interior. Nessas espeluncas é que a categoria médica está “se matando” de trabalhar.
E também em hospitais melhores, em cidades maiores, o médico sofre!
Imagine o drama do plantonista da UTI de um hospital melhor, onde só há uma vaga pra dois pacientes: o comerciante de 65 anos de idade infartado e um pedreiro de 20 anos que caiu do andaime. Aí ele tem de escolher, o que vai ocupar a vaga e o que vai morrer.
O velho que já viveu muito ou o jovem com muito futuro? Decidir em alguns segundos, pra mandar o rejeitado dentro da ambulância, em louca correria pela cidade, ver se arranja vaga em UTI de outro hospital. E fica com o pedreiro... Depois de cuidar dele, ele vai almoçar às pressas.
Pense como é amargurado esse bocado que o médico almoça, depois de sentenciar alguém à morte, forçado pela escolha compulsória, ditada pela existência de uma só vaga na UTI. Será que é doce a sobremesa de que se serve esse médico, ser humano que a conjuntura da saúde brasileira travestiu grotescamente de Deus?
Esse “deus” está adoecendo de asma, úlcera e dermatite. A Saúde brasileira está desmantelando a cabeça e o coração do médico.
E ele está se matando, enquanto vê morrer muitos por falta de melhores recursos médicos.         

Publicado em o Correio da Paraíba de 15 de agosto de 2010. 
foto:saude.bicodocorvo.com.br

Maravilha motos leva serviços para o Patos Moto Fest


O Patos Moto Fest, evento que trouxe à cidade motociclistas de vários estados brasileiros, foi encerrado ontem (domingo 15). Um dos atrativos foi a presença da Maravilha Motos, a Casa da Honda de Patos, que sempre incentiva esse tipo de evento, que montou uma oficina completa para atender às necessidades dos motociclistas.
Além da oficina a Maravilha montou stands para comercialização de vários produtos, a exemplo de motos, quadriciclos, que puderam ser adquiridas inclusive através do cartão de crédito, consórcio, motor-bomba. “O evento foi positivo, pudemos mostrar ao público nossos serviços e produtos e toda a qualidade Honda, líder nacional de vendas de motos no país”, disse Cledinaldo Costa, gerente regional da Maravilha Motos.

Mais de sete milhões foram vacinadas no Dia D da vacinação contra pólio



Os pais atenderam o chamado e levaram seus filhos para receberem as gotinhas
No último sábado, 14 mais de sete milhões de crianças menores de cinco anos foram vacinadas no Brasil na segunda etapa da campanha nacional ontra poliomielite (paralisia infantil). A meta preconizada pelo Ministério da Saúde era de 14,6 milhões. Muitos municípios ainda estão enviando seus boletins de vacinação.
Por toda a semana houve vacinação nas unidades do PSF de Patos, tanto na cidade como na zona rural. No município foi trabalhada a meta de vacinação de pouco mais de oito mil crianças com idade de cinco anos a abaixo.

domingo, 15 de agosto de 2010

Espaço Sindical


SINFEMP E SINDACSE TEM REUNIÃO MARCADA COM NABOR PARA DISCUTIR PAGAMENTO DO PASEP EM PATOS 

Os presidentes do SINFEMP- Sindicato dos Funcionários Públicos Municipais de Patos e Região e o do SINDACSE- Sindicato dos Agentes Comunitários de Saúde e de Endemias de Patos e Região, participam as 9 horas desta segunda-feira, dia 16 de agosto de 2010, de uma reunião para discutir o pagamento do PASEP aos 1.501 servidores municipais de Patos.
A reunião foi sugerida pelo Secretário de Administração do Município de Patos, Corsino Peixoto, depois da realização da audiência pública na última quinta-feira, na Câmara Municipal de Patos.
Além dos presidentes de sindicatos, os vereadores e vereadoras presentes na audiência pública se comprometeram a se fazer presente, especialmente os vereadores Ivanes Lacerda, autor da propositura e Almir Mineral, além de representantes da imprensa local.
Segundo o sindicalista José Gonçalves, a RAIS devia ter sido entregue no dia 26 de março de 2010 e se constasse algum erro, poderia fazer a Rais Retificadora no dia 20 de abril, mas a Prefeitura fez apenas no dia 24 de maio de 2010, 34 dias depois, de acordo com o documento apresentado pelo Secretário de Administração Corsino Peixoto.
O SINFEMP defende que o pagamento seja feito até o dia 30 de agosto de 2010, a todos os 1.501 servidores e que a Prefeitura faça remanejamento de dinheiro de alguma secretaria, para pagamento, pois se não for assim, os servidores irão receber apenas a partir da segunda quinzena de dezembro de 2010.
“Vamos para a reunião com o Prefeito, esperando uma proposta concreta de pagamento, pois praticamente tudo foi esclarecido,o erro foi da Prefeitura e os servidores não podem pagar por isso”. Disse Gonçalves.
Nesta segunda-feira, as 4 horas da tarde será realizada uma nova assembléia no Auditório da Associação Comercial de Patos e caso não se tenha uma proposta concreta de pagamento, os servidores sairão em caminhada pelo centro da cidade, além de procurar o Ministério Público para tomar as devidas providências.
“Espero que o Prefeito Nabor Wanderley apresente essa proposta de pagamento, buscando recursos do FPM e até de autarquias, tais como o Patos Prev a STTRANS e garanta esse pagamento a todos os servidores municipais e quando chegar o dinheiro do PASEP será devolvido o mesmo valor de R$ 765.510,00.”Afirmou José Gonçalves.

Edileudo é homenageado por sua luta pela cultura


A AQJP (Associação de Quadrilhas Juninas de Patos), responsável pela coordenação das festas dos Arraiais Juninos no município, ao acompanhar a realização de mais uma série de festividades no último sábado (07/08), promoveu uma homenagem ao vereador patoense Edileudo Lucena (PT), em reconhecimento pelo apoio do parlamentar à promoção destes eventos culturais.
A entrega do troféu intitulado “Fazendo História Também na Cultura” ocorreu logo após a quadrilha do Sítio Mocambo, zona rural de Patos, e foi repassado ao vereador pelo organizador daquele arraial, professor Judas Tadeu, e na presença do presidente da AQJP, Renê Silva (foto).
Para o presidente da Associação das Quadrilhas a homenagem se justifica pela luta de Edileudo em benefício da nossa cultura, com destaque para a conquista recente quando conseguiu aprovar na Câmara de Vereadores uma emenda acrescentando ao orçamento municipal 2010 recursos da subvenção destinada à Associação, em valores que foram de trinta e um mil para um montante de cinqüenta mil reais anuais.
Demonstrando toda sua satisfação pela homenagem, o vereador Edileudo revelou que a importância das quadrilhas juninas não se resume ao dia do evento, e sim, pelo fato de envolver, por meses, crianças, adolescentes e jovens em ensaios; preparação de figurinos; e com a expectativa positiva que se cria na comunidade em torno da realização da festa.
Por isso, segundo ele, além da contribuição obtida por meio das prerrogativas parlamentares, “patrocinamos, em 2010, em torno de oito outros arraiais com recursos pessoais”, enfatizou o vereador.
Os eventos das Quadrilhas Juninas em Patos acontecem entre os meses de maio e agosto, coordenados e acompanhados pela Associação das Quadrilhas Juninas, que estabelece um calendário para a realização semanal das festividades e distribui a verba da subvenção, igualitariamente, para mais de trinta comunidades associadas.

Assessoria Parlamentar


Autoestima - Uma boa leitura para começar o dia


DR. ELY CHAVES: FALECEU MAIS UM GIGANTE DA MEDICINA PARAIBANA

Inácio A. Torres

A notícia chegou-me, no início da noite deste sábado, 14 de agosto de 2010, pelo jornalista Marcos Eugênio e deixou-me muito abalado e triste. Dr. Ely Chaves faleceu.  Nesse momento veio-me à memória boas lembranças, não somente do grande patologista consagrado na medicina nacional e internacional, pelos inúmeros trabalhos científicos sempre profundos e atualizados, publicados no Brasil e no exterior, porém, muito mais pelo exemplo de humanismo e eticidade deixado por esse grande cientista e pesquisador paraibano.
Bateu-me uma saudade com boas lembranças das poucas e relevantes conversas que tivemos, de suas vindas à Cajazeiras para proferir conferências, sem receber sequer ajuda de custo ou diárias da própria universidade, num tempo de vacas magras do ensino superior brasileiro.

Da sua palavra sempre entusiástica e otimista; da sua crença de que a ciência haveria de encontrar formas simples e barata para combater os cânceres humanos; de seu trato com os seus familiares, os seus clientes e com a população; da sua consideração e dedicação pelas ciências da vida e da saúde, e pelos colegas médicos e professores; de sua paixão por João Pessoa; e de seu apreço pelos estudantes e funcionários da Universidade Federal da Paraíba, instituição onde sua carreira de sucessos começara, ainda muito jovem, quando era aluno da primeira turma de medicina.
 
O Dr. Ely Chaves, como escritor, tinha estilo simples, com palavras objetivas e fáceis, que podem ser entendidas  por leigos e estudiosos. Seus livros têm sempre uma orientação no sentido de divulgar conceitos e conselhos sobre a prevenção dos vários cânceres humanos. Como conferencista e professor sabia transmitir os ensinamentos de forma direta e clara, utilizando-se de uma didática, cuja pedagogia facilmente adaptava-se ao tipo de clientela para a qual ele falava. No final tudo dava certo.
Hoje, reparei na minha biblioteca e lá estavam os livros por Dr. Ely a mim oferecidos: O auto-exame da mama, Medicina atual, Bases da prevenção do câncer do colo do útero, Tumor de Burkitt ou linfoma africano: sua ocorrência na Paraíba; Retinoblastoma: estudo anátomo clínico de 25 casos, este último tendo como colaboradores os Drs. Roberto Granville e Asdrubal Oliveira, dois grandes luminares da medicina paraibana que também já se foram.
Como se vê, trata-se de uma obra toda construída na Paraíba, feita com grande esforço, determinação, autoridade científica, consciência profissional, eticidade e responsabilidade social, tendo como objetivo o bem comum e promoção da saúde da humanidade.
 
Por fim, apresentamos essa síntese conceitual, emitida sobre o Dr. Ely Chaves, pelo imortal Maurílio Augusto de Almeida, onde anuncia: “sua projeção científica envolve continentes. Talvez ele seja, dentre os médicos paraibanos residentes no Estado, aquele que se fez autor de maior número de publicações, relativos aos assuntos de sua especialidade e espalhadas em revistas editadas no Brasil, Estados Unidos, Inglaterra, Portugal, França, Itália e Suécia”.

Que Deus receba na mansão celestial esse gigante da medicina paraibana.

Anos 60 no Patos Tênis Clube


Marcos Eugênio



Na entrada do Patos Tênis Clube James Dean, Marilyn Monroe, Elvis Presley anunciavam o que seria a noite da 14ª edição da Festa dos Anos 60 promovida pela Pastoral do Menor do Santo Antônio. Discos de vinil espalhados pelo corredor faziam a mente das pessoas que entravam viajar no tempo e, ao som da banda paraibana Mistura Fina, matar saudade dos anos dourados da jovem guarda. Chicletes, mini-saias, vestidos de bolinha, penteados estilizados, um cenário perfeito para o evento em prol de um trabalho direcionado às comunidades carentes da área de atuação da Pastoral do Menor da Igreja de Santo Antônio.

Do início ao fim o público presente, não apenas quarentões, mas muitos jovens, dançaram o iê, iê, iê. Pode-se se dizer que foi mais uma festa de arromba, com músicas que embalaram o sábado patoense, e onde era sempre possível encontrar alguém no meio da multidão para, inclusive, dançar agarradinho em alguns momentos da festa.

Conheça um pouco do que foi a Jovem Guarda

JOVEM GUARDA

Foi um movimento para renovar em estilo jovem musical até 1965 e com estilos de beatlemania. E adaptando-os a nossa sociedade. Mas não foi possível, pois esse era antagônico aos padrões da época e passou a chamar-se Jovem Guarda a partir de um programa musical para jovem que passava na TV Record que ia ao ar semanalmente e reunia os principais artistas do estilo.

A Jovem Guarda era um rock comportado onde vestiam blusões de couro, as lambretas, cordões e o comportamento à moda James Dean, símbolo da revolta juvenil e falava sobre a situação social e Política no mundo.

A forma de composição musical baseava-se no total abandono do conteúdo e banalidade musical, que como conseqüência teria uma melhor descontração para se compor.

Este movimento diferencia-se da Bossa Nova, pois havia poucas notas e era parecido com o Rock n’Roll como ex: Celly Campello.As seqüências eram repetitivas, assim como o seu refrão.
Nas letras começavam a aparecer as "Gírias" tão significativas para a época, como "cara’, "barra Limpa", "mora", "é uma brasa", "Papo Firme", etc e permaneceram por muito tempo na linguagem popular e alguns a tem até hoje. 

Essa linguagem não condizia com o momento cheio de revoltas pelo mundo e manifestos que todos viviam e que os músicos da Bossa Nova descreviam com fidelidade como "disparada e Roda viva", por exemplo.

O Ritmo era mais quente, não havia o regionalismo, e possuía letras atrevidas e extravagantes e dava uma sensação alegre quando cantada e dançada.

Houve uma mudança de instrumentos passando a ser usados para esse estilo: órgão no lugar do Piano, A guitarra no lugar do Violão, O Baixo elétrico no lugar do Acústico e temos estas como principais para citar. Houve mudança de também na moda; tanto masculina, como feminina: os cabelos eram longos, calçavam botinhas com salto carrapeta, cores contrastantes, anéis de tamanho grande e saias muitos curtas para a época.

Temos como principais sucessos que iniciaram esse movimento: "Calhambeque e Parei na Contramão, de Roberto Carlos. Havia também músicos que tocavam música instrumental ao estilo do "venturies ou Shadows", mas a maioria preferia cantar, acompanhando a moda e sair do anonimato e isto foi um grande fator para o Fim das grandes orquestras e o surgimento de conjuntos como: Renato e seus Blue Caps, Fever’s, Jet Blacks, The Rebel’s e The Bell’s e o que mais se destacou deste citados foi sem dúvida Renato e Seus Blue Caps que na maioria das vezes tocava versões de músicas dos Beatles juntamente com sucessos de Roberto Carlos.

No Brasil e no Mundo iniciava o apelo para a sensualidade na TV, outdoors e casas comerciais com mulheres lindas, para chamar o público e desviar a atenção da guerra do Vietnã, Ameaça da Bomba Atômica ou a Revolução de 1964. A bela da época era Wanderléa, com seu charme era a maninha de Roberto Carlos e teve como sucessos: "Ternura" que veio o apelido de Ternurinha e "Pare o Casamento" que tiveram grande destaque na época.
Com destaque na música instrumental tivemos os: "Incríveis" (antigo "The Clever’s" ) com a música "Tua voz e cavalgada" , The Jordans com "Tema de Lara" e "Noite de Moscou", The Jet Black’s com "Bull Dog" , "Temas para Jovens Enamorados", "Peace Pipe’, "Wonderful Land".

Formaram-se duplas, trios e quartetos vocais como "Lilian e Leno", Os vips", "Trio Esperança", "The Snakes", "Os Diferentes", "Os Iguais", "Golden Boys", etc. Temos como destaque musical os "Golden Boys" e Lilian e Leno com "Alguém na Multidão", versão de "Michelle" dos "Beatles", "Devolva-me" e "Pobre Menina".

O programa Jovem Guarda era um sucesso e dividia-se em partes : apresentava um conjunto cantando um sucesso e este permanecia no palco para acompanhar outros cantores e depois Roberto ou Erasmo cantavam uma música balada lenta que na ocasião era: "Não quero ver você triste assim e Gatinha Manhosa" fazendo um intervalo para troca de outro Conjunto.

Duas letras de Músicas foram destaques como "Festa de Arromba e Mexerico da Candinha" a primeira cita uma grande festa e citava nomes de integrantes da Jovem Guarda e passava uma comemoração, alguns diziam que era o sucesso em cima da Bossa Nova e a Segunda passava que a sociedade admitia que apesar daquelas roupas, cordões e linguagens eles eram "legais".

Roberto Carlos influenciava toda uma geração com seus Slogans e todo mundo queria cantar como ele, foram criados produtos como as linhas "Calhambeque", refrigerante "Sissi", restaurante "Barra Limpa" passando por camisas, calças, anéis, etc.

Houve uma Polêmica na Música "Quero que vá tudo pro inferno" pois fazia contraste com o padrão existente na época e desagrado dos jovens pelos padrões da sociedade logo depois foi analisada como um grito de quem já está cansado de tentar alguma coisa e passa a perder o interesse pelo assunto ou um desabafo pelos jovens, pois ainda existia o problema com a geração anterior, fazendo com que Roberto grava-se em seus LP’s músicas da Velha Guarda como "Que saudades da Amélia e Velhinhos".

A Jovem Guarda era sucesso em todo Brasil e os músicos excursionavam por todo território nacional, fazendo shows para todas as idades e camadas sociais e limitando cada vez mais a Bossa Nova que era um movimento mais elitizado.

Muitos músicos no Brasil mudaram de estilo e surgiu o Samba Jovem com Jorge Bem, Pilantragem com Wilson Simonal, Jair e Elis passaram a cantar "Música de Consumo" para entrarem nas paradas musicais e outros tiveram que ir para o exterior por não ter mercado interno aqui no Brasil.

Foi criada para essa adaptação nas paradas de sucessos uma versão clássica pelo maestro Diogo Pacheco um Show chamado "Jovem Guarda Clássico" composto de Coral , Conjunto de Câmara e com participação do Conjunto Beatnicks apresentando sucessos do momento, com arranjos sofisticados eruditos, super aceito pelo público maduro, com uma sonoridade impressionante e trechos de grande beleza.

Com todo esse sucesso, canais de TV de São Paulo, Rio e outras Capitais do Brasil entraram na "Onda" e lançaram mais programas da Jovem guarda com artistas famosos como: "Linha de Frente" com "os Vips", "O Bom" com Eduardo Araújo e na Record o programa "Ronnie Von" com a imagem de pequeno príncipe e daí em diante todas as estações de TV do Brasil teriam seus próprios programas semelhante em diversos horários.

Eduardo Araújo introduziu os sons de metais na Jovem Guarda criando "banda do Maestro Peruzzi" e "O Bom", "Querida" com Jerry Adriani e "Querida" com Ronnnie Von tiveram destaque.

Um outro programa nessa linha teve grande destaque com os "Incríveis", um conjunto versátil e com aparelhagem importada adquirida em excursões ao exterior e um dos maiores sucessos foi a música "Era um garoto que como eu amava os Beatles e os Rolling Stones" com sua letra falando e protestando pela participação de jovens na guerra do Vietnã.

Sempre o fator social e político serviram de inspiração para a criação de um movimento, toda a revolta de uma geração, toda a agressividade de uma massa carente e expressada através da música, fazendo os sucessos de cada momento e este foi mais um desses momentos expressos aqui no Brasil. (www.culturaemusica.com)

Negociatas na política

Myriam Gadelha

Nunca vi tanta gente dona dos votos alheios nesta Paraíba. Obviamente que isto não é fato novo, mas ainda me assusta a constatação de que muito antes de as campanhas ganharem as ruas e os candidatos caírem em campo, as votações já estão contabilizadas e decididas, o sufrágio já foi todo loteado e não há mais nada o que se fazer.

Muitos prefeitos apresentam seus colégios eleitorais como se fosse o povo maquinaria muito controlável, porque vendem o “seu” eleitorado com uma tal facilidade e o compram os candidatos com a mais sincera convicção de que realizam negócio jurídico de agente capaz, objeto lícito e forma não prescrita em lei. E a população fica à margem dessas negociatas, nas quais está envolvida como fator principal.

A tabela é bem conhecida e aqui seguem alguns exemplos: prefeito de cidade de médio porte pode valer mais de meio milhão; município pequeno, entre 100 e 300 mil. Alguns vereadores também têm preço alto, dependendo do tamanho da localidade, o valor pode variar entre 15 e 100 mil, na capital. É mercadoria segura o voto alheio. É dispendioso. Depois, o candidato só precisa passar de carro acenando. Se já for bem conhecido, que mande apenas os retratos.

E não são apenas os ocupantes de cargos políticos que participam deste imoral comércio. São líderes de bairro que se dizem donos de suas comunidades, chefes de lar que ao demandarem uma pequena ajuda pessoal afirmam com veemência: lá em casa são 15 votos, viu, doutor? E ai de quem duvidar que aí já foram incluídos dois vizinhos que mal sabem como estão sendo posicionados.

Assim sendo, é mister sejam abertas as porteiras dos currais eleitorais ou o único requisito para tornar-se político será ter dinheiro, muito dinheiro. Elegeremos, de agora em diante, compradores de gado guiados por seus vaqueiros de voto. E o voto nunca mais será livre.

É preciso, antes de mais nada, definir o voto. O voto é a expressão máxima da cidadania. Entretanto, a cidadania tem contornos muito mais amplos do que o singular ato de votar. No Estado Democrático de Direito, todos são cidadãos, uma vez que somos sujeitos de direitos e obrigações – os que não votam não deixam de ser cidadãos por isso. Mas o que vota exerce plenamente sua cidadania, informa sua representatividade e materializa a democracia, assim. O cidadão votante é responsável, em certo grau, pelo não votante. Por seus filhos menores, pelos seus colegas incapazes, irmãos apenados, pais idosos e cansados.

É bastante conveniente para políticos endinheirados e pobres de discurso escorar-se em seus vaqueiros de voto, evitando o debate, a discussão, o corpo a corpo, os questionamentos, o olho no olho, o enfrentamento, cara a cara, com a condição de miserabilidade de grande parcela de nossa gente.

De tal modo, é bastante simples: vedemos o povo, tapemos seus ouvidos e molhemos suas mãos de dinheiro. O povo que ainda é indefeso, pouco educado, carente da fraseologia da democracia, de expressões como direitos fundamentais, república, lei, vontade geral, bem comum. O povo que desconhece bandeiras e ideais, a própria noção do voto livre. O povo apartado da fórmula “um homem, um voto”.

O que ora ocorre é um homem, um saco de cimento; um homem, um medicamento; um homem, 100 reais. Calcula-se o preço do voto, o valor para adesivar o carro, para pôr o banner na casa. E quem culpará o povo por querer fazer seu extra no período eleitoral? O pequeno pé de meia que aparece de dois em dois anos?

Todavia, culpemos os maus políticos, que são aqueles que insistem nessa prática cruel, que se omitem em orientar: votem em uma idéia, não em uma esmola; levantem uma bandeira, não se vendam, não se transformem em boiada. Bem vem a calhar a canção de Zé Ramalho: "porque gado a gente marca. Tange, ferra, engorda e marca". Mas com gente é diferente.

O bom político tem o papel de efetivamente cobrar o voto livre, consciente. De afastar de sua própria mente o alívio que de visualizar o povo como boiada, fácil de conduzir para qualquer pasto, sejam secos ou verdejantes. Esta é a verdadeira homilia do bom agente político. O que não teme o encontro, o toque, a conversa. O que não enxerga eleitores, mas pessoas.

O povo é a estrutura legitimante do sistema. Sendo corrompido, o aparelho inteiro perde sua autêntica justificação e torna-se efetivamente uma mentira, uma abstração exposta no texto legal. Na esteira dos direitos fundamentais de quarta geração, encontramos o direito à informação, já como desdobramento do direito à liberdade, inserido no contexto dos direitos humanos de primeira dimensão. A prática dos direitos humanos habilita o homem, como bem disse Friedrich Muller, e assim continua: Sem a prática dos direitos do homem e do cidadão, `o povo` permanece uma metáfora ideologicamente abstrata e de má qualidade. Por meio da prática dos human rights ele se torna, em função normativa, `povo de um país`, de uma democracia capaz de justificação – e torna-se ao mesmo tempo `povo: enquanto instância de atribuição global de legitimidade, povo legitimante.`
Materia publicada no site oficial do candidato Salomão Gadelha.

Espaço Sindical




CTB-PB REALIZA 1° ENCONTRO DE SINDICATOS DO VALE DO PIANCÓ
Com a presença de 86 sindicalistas, foi realizado no último sábado, dia 14 de agosto de 2010, no Fost Buffet em Itaporanga, o 1° Encontro de Sindicatos do Vale do Piancó, envolvendo 18 municípios da 7ª Região Geo-administrativa do Estado.
A mesa foi composta pelo Presidente do Sindicato dos Agentes de Saúde e de Combate as Endemias do Vale do Piancó, Manoel Miguel Alves, pela Presidente do Sindicato dos Funcionários em Educação de Itaporanga, Ana Claudia, pela Presidente do Sindicato dos Funcionários em Educação de Piancó e Região, Alcicleide Lacerda, pela Presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Pedra Branca, Vanderly Silvino, pelo presidente da CTB/PB, José Gonçalves, dos sindicalistas, Severino e Orlando, agente de saúde e de endemias, além de diretores dos sindicatos de Boa Ventura e Dimante, como também do Dr. Paulo Conserva, advogado dos sindicatos no Vale do Piancó.
O Presidente da CTB, José Gonçalves, fez uma exposição do papel do movimento sindical nas eleições de 2010, a situação da legalização dos sindicatos que estão com processos para legalização junto ao Ministério do Trabalho e Emprego, como também o trabalho da central na região, orientando os sindicatos filiados, fortalecendo a luta dos trabalhadores e trabalhadoras em todo o Vale.
Os presidentes fizeram um relato da situação dos sindicatos e das lutas desenvolvidas na região, a perseguição de diversos gestores municipais em virtude da fundação dos sindicatos, e a necessidade de uma ação conjunta com a CTB, FETRAM no sentido de denunciar esses abusos e avançar nas conquistas por melhores salários e condições dignas de trabalho.
Ocorreram denuncias de que Prefeituras  sequer confeccionam contracheques para os servidores, tendo prejuízos quando precisam comprar em alguma loja, pois não tem como comprovar a sua renda e os gestores continuam ignorando essa situação, como fosse tudo normal.
Muitos gestores ainda não efetivaram os agentes de saúde e de endemias e outros que não pagam em dias, não pagam 1/3 de férias, qüinqüênio, não concedem licença-prêmio, dentre outros direitos dos servidores municipais.
No final foi lançada a Revista Visão Classista da CTB e distribuído o jornal da central a todos os presentes, tendo encerrado com um almoço sindical.
À tarde a CTB participou da fundação do SISPUMI- Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Itaporanga, envolvendo todas as categorias, com exceção dos professores, tendo sido eleita como presidente a Dra. Suellem de Lima Mendes Vieira. O sindicato se filiou a CTB e a FETRAM- Federação dos Trabalhadores Públicos Municipais da Paraíba.
A CTB em parceria com os sindicatos filiados na Região irá alugar uma sede para favorecer o trabalho no Vale do Piancó.
José Gonçalves - Presidente da CTB/PB.

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