Na manhã de ontem (sexta-feira) os acusados, segundo informou ao Garimpando Palavras o delegado Renildo Feitosa, de Princesa Isabel, chegaram a esta cidade e fizeram uso do serviço de mototaxi até o Sítio Piau, onde tomaram de assalto uma caminhonete de cor bege pertencente ao senhor de nome Charles, residente em Princesa, quando ele passava na rodovia. Ao se dirigir para Tavares, o veículo atolou na travessia de um riacho. Em seguida eles foram até a residência de João Ananias Nicácio, também no Sítio Piau.
Ao se deparar com o bloqueio policial os criminosos atiraram contra os militares, que revidaram e dois dos assaltantes, José Nilton e Abdoral foram baleados. José Cícero tentou fuga, mas foi cercado e se entregou, enquanto os outros cincos conseguiram se embrenhar no meio do mato, de difícil acesso e não foram capturados. A Polícia apreendeu com estes três, que confessaram que o grupo assaltaria o Banco do Brasil de Tavares, um fuzil calibre 762, de numeração 01632, uma escopeta doze de repetição, de numeração 104571 e uma pistola calibre 40, com a numeração SLP 44378, bem como vasta munição dos calibres citados. José Nilton e Abdoral foram encaminhados para o hospital de Princesa, depois pra o Hospital Regional de Patos e posteriormente para o Hospital Antônio Targino em Campina Grande-PB.
A quadrilha é composta, além de José Cícero, que responde processo em Caruaru-PE por formação de quadrilha, José Nilton e Abdoral, dos acusados que atendem pela alcunha de Nego Mário, Mãe Rosa, Bacurim, Pintor e Cícero, todos de Salgueiro e Cabrobó, cidades pernambucanas, sendo um do Estado da Bahia. O arsenal do grupo, segundo informou José Cícero ao delegado de Princesa Isabel, é composto de cinco armas de longo alcance e pistolas.
Em Olho D’Água

Por volta das 10h de ontem, no Sítio Barroccão, em Olho D’Água-PB, o vendedor autônimo Francisco Minervino Leite, 23, solteiro, residente naquele município, foi vítima de assalto praticado por um homem ainda identificado. O comerciante se encontrava na praça central da cidade, com sua moto HONDA CG 125 FAN ano 20006, cor vermelha, placa KZR-5819-RJ quando foi abordado pelo acusado, que pediu que ele o fosse deixar no referido sítio. Depois de acertarem o valor do frete, seguiram o destino. Ao parar próximo de Barrocão, o passageiro retirou de dentro de uma bolsa uma marreta e desferiu um golpe acertando a cabeça de Minervido. Em seguida este fugiu com sua moto. A vítima foi socorrida pelos moradores daquela comunidade para o hospital de Olho D’Água. O assaltante agressor ainda não foi detido.
Assalto em Piancó
No município de Piancó, também no dia de ontem, aconteceu um assalto praticado por dois homens encapuzados. A vítima foi Esdras Cândido Lima da Silva, 23, solteiro, residente no Bairro Instância, Reife-PE. Ele contou à Polícia que seguia de Piancó com destino a Igaracy no caminhão baú Ford, modelo cargo, ano de fabricação 2004, placas KKV-3865, Recife-PE, da empresa Esperança Nordeste. O intuito era fazer uma entrega de produtos alimentícios. Ao chegar no triângulo que liga Piancó a Igaracy, por volta do meio dia, foi abordado por dois encapuzados armados de revólveres. Eles, segundo a vítima, efetuaram vários disparos e tomaram dele a importância de R$ 1.100,00, além de cheques e boletos bancários. Esdras voltou para a cidade e prestou queixa, mas ninguém foi preso até o presente.






















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As investigações tiveram início em outubro de 2006 e o inquérito instaurado no mês seguinte. “Muitas pessoas ligaram para nossa delegacia pedindo nosso auxílio, principalmente para inibir o tráfico de drogas e o grande número de homicídios que vinha ocorrendo naquela época na área de São Bento”, disse o chefe da Delegacia da PF em Patos, Derly Brasileiro, acrescentando que a partir das informações preliminares, outros crimes passaram a ser investigados, como o de pistolagem, onde os mandantes encomendavam as mortes de dentro de presídios de João Pessoa e São Paulo. O monitoramente desses criminosos pela Polícia Federal, Rodoviária e PM de Catolé evitou a chacina de seis pessoas, que seriam exterminadas pelo pistoleiro Reginaldo Marcolino Soares, que responde pela alcunha de “Granpão” e mais quatro de São Bento, dentro de uma empresa daquela cidade há seis meses. “Segundo alguns desses detidos, essa chacina entraria para a história da Paraíba, um foto que ficaria marcado para sempre, mas graças a esse trabalho conjunto das polícias conseguimos evitar”, comentou Derly.
Os presos que faziam as encomendas de dentro dos presídios de João Pessoa, um deles de sobrenome Suassuna, e de São Paulo, pagavam locação e compravam veículos que eram usados pelos assassinos que iam até Catolé do Rocha e São Bento para cumprir o trato.