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terça-feira, 10 de agosto de 2010

Ex candidato a prefeito de Patos anuncia adesão a Hugo, Francisca Motta e Maranhão




O ex candidato a prefeito de Patos e ex secretário de Administração no governo Dinaldo, Dineudes Possidônio(PDT), anunciou na tarde desta terça-feira(10), a sua adesão ao projeto de eleição do candidato a deputado Federal por Patos, Hugo Motta(PMDB), além de comunicar sua adesão a deputada Francisca Motta e ao governador José Maranhão.

Dineudes que concorreu às eleições municipais de 2004 contra o atual prefeito Nabor Wanderley, tendo conseguido mais de 21 mil votos na oportunidade, disse que tomou esta decisão após reunir a família e seus correligionários políticos, a partir de um convite de Hugo, Nabor, Chica e do governador, que lhe convidaram a integrar o projeto.

Ele disse ainda que já tinha pensado antes na possibilidade de mudar seus rumos políticos, mas que os convites formulados facilitaram a sua decisão, bem como a aproximação e relação respeitosa que sempre nutriu com o prefeito Nabor e pela deputada Chica Motta, mesmo tendo sido derrotado nas urnas pelo primeiro. “Mesmo estando em lados opostos, sempre tive uma amizade com Nabor desde os tempos de colégio, e ele sempre me respeitou sem que nunca houvesse ataques mútuos”, revelou ele.

Dineudes afirmou que passa a integrar o projeto de Hugo e da deputada por entender que este é o melhor para Patos. “Não estou mudando de lado por interesse, mas minha convivência no meu antigo grupo não era mais suportável. Depois de vinte anos servindo a um grupo, vejo que hoje o melhor é encarar uma nova realidade e se engajar nesse projeto que não é meu, nem de Hugo, mas de Patos. A cidade não pode mais ficar sem representante na Câmara Federal. E vejo em Hugo esta possibilidade”, completou ele.

A partir de agora Dineudes passa a integrar a coordenação da campanha de Hugo e Chica Motta na região do Sertão. “Tenho certeza que tenho muito a contribuir, pois tenho experiência de campanha”, disse ele.

Dineudes que foi vereador entre 1993 e 1996, disse que a falta de prestígio dentro de seu grupo, levou-o a se sentir escanteado e sem afago. “Faltou respeito e afago. Fui perdendo meu espaço e caindo no esquecimento dentro do grupo. Então é natural que você deva procurar novos caminhos e espaços. A política é muito dinâmica e hoje eu posso com muita liberdade tomar esta decisão por que sempre servi mais do que fui servido”.

Dineudes disse que desde as ultimas eleições municipais faltou atenção de seu grupo. “Mesmo assim deixo o meu agradecimento a todos a quem servi, mas agora estou mudando de lado, pois na vida sempre temos que tomar decisões. Digo que não é uma decisão oportunista e sim de pensamento”, disse ele.

Dineudes disse ainda que não teme represálias, pois eles sabem da sua participação por 20 anos a um grupo que sempre deu o seu “sangue” para que obtivesse vitórias. “nunca medi esforços para representar meu antigo grupo, mas nem sempre recebi o lhe era devido. Mesmo assim sou grato por tudo o que fizeram por mim e pelo que fiz por eles, pois foi com boa intenção”, revelou Dineudes.

Assessoria

Roubo de moto em Matureia-PB


Policiais militares estão tentando identificar e prender os autores de um roubo de moto ocorrido ontem, por volta das 19h30, no centro de Matureia-PB. As vítimas foram Rubilene de Oliveira Nascimento, 18 anos, e a menor R.N.F., 16 anos, que estavam em uma moto TITAN CG 150 KS, de cor preta, ano 2008, placa EFS 0441, Baurú, São Paulo, quando foram abordadas por dois homens que estavam armados em uma moto e anunciaram o assalto levando o veículo em que as mesmas se encontravam. O fato foi informado à autoridade judiciária local para as devidas providências.
Suicídio e tentativa de suicídio em Patos
Durante a tarde de ontem (09), por volta das 13h40, o aposentado Francisco Aires Cabral, 84 anos, foi encontrado morto em sua residência na Rua Galdino Guedes, no Bairro Belo Horizonte em Patos, vítima de enforcamento. A filha que o encontrou não soube informar os motivos que levaram o pai ao delito. O local foi isolado pela Polícia Militar, que solicitou a presença do delegado de plantão.
Ontem também, por volta das 20h20, Expedito da Costa Silva, 33 anos, residente na Rua Antonio Soares da Silva, no bairro Vila Teimosa em Patos, tentou se matar com uma corda no pescoço. A Polícia foi acionada e o encontrou com vida, providenciando seu socorro. Em seguida o mesmo foi levado à Delegacia de Policia para explicar o ato.

Dilma é entrevistada no JN

A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, foi entrevistada ao vivo nesta segunda-feira (9) no Jornal Nacional pelos apresentadores William Bonner e Fátima Bernardes.

Na entrevista ela respondeu a perguntas dos entrevistadores durante 12 minutos. Abaixo, leia a transcrição das perguntas e respostas. 

William Bonner: O Jornal Nacional dá início nesta segunda-feira a uma série de entrevistas ao vivo com os principais candidatos à Presidência da República. Nós vamos abordar aqui temas polêmicos das candidaturas e também confrontar os candidatos com suas realizações em cargos públicos. É claro que não seria possível esgotar esses temas todos em uma única entrevista, mas nas próximas semanas os candidatos estarão também no Bom Dia Brasil e no Jornal da Globo.
O sorteio realizado com a supervisão de representantes dos partidos determinou que a candidata do PT, Dilma Rousseff, seja a entrevistada de hoje. Nós agradecemos a presença da candidata. Boa noite, candidata.

Dilma Rousseff: Boa noite.

William Bonner: E informamos também que o tempo de 12 minutos da entrevista começa a contar a partir de agora. Candidata, o seu nome como candidata do PT à Presidência foi indicado diretamente pelo presidente Lula, ele não esconde isso de ninguém. Algumas pessoas criticaram, disseram que foi uma medida autoritária, por não ter ouvido as bases do PT. Por outro lado, a senhora não tem experiência eleitoral nenhuma até este momento. A senhora se considera preparada para governar o Brasil longe do presidente Lula?

Dilma Rousseff: Olha, William, olha, Fátima, eu considero que eu tenho experiência administrativa suficiente. Eu fui secretária municipal da Fazenda, aliás, a primeira secretária municipal da Fazenda de capital. Depois eu fui sucessivamente, por duas vezes, secretária de Energia do Rio Grande do Sul. Assumi o ministério de Minas e Energia, também fui a primeira mulher, e fui coordenadora do governo ao assumir a chefia da Casa Civil, que, como vocês sabem, é o segundo cargo mais importante na hierarquia do governo federal. Então, eu me considero preparada para governar o país. E mais do que isso, eu tenho experiência, eu conheço o Brasil de ponta a ponta, conheço os problemas do governo brasileiro.

William Bonner:
Mas a sua relação com o presidente Lula, a senhora faz questão de dizer que é muito afinada com ele. Junto a isso, o fato de a senhora não ter experiência e ter tido o nome indicado diretamente por ele, de alguma maneira a senhora acha que isso poderia fazer com que o eleitor a enxergasse ou enxergasse o presidente Lula atualmente como um tutor de seu governo, caso eleita?

Dilma Rousseff: Você sabe, Bonner, o pessoal tem de escolher o que é que eu sou. Uns dizem que eu sou uma mulher forte, outros dizem que eu tenho tutor. Eu quero te dizer o seguinte: a minha relação política com o presidente Lula, eu tenho imenso orgulho dela. Eu participei diretamente com o presidente, fui braço direito e esquerdo dele nesse processo de transformar o Brasil num país diferente, num país que cresce, que distribui renda, em que as pessoas têm a primeira vez, depois de muitos anos, a possibilidade de subir na vida. Então, eu não vejo problema nenhum na minha relação com o presidente Lula. Pelo contrário, eu vejo que até é um fator muito positivo, porque ele é um grande líder, e é reconhecido isso no mundo inteiro.

Fátima Bernardes: A senhora falou de temperamento. Alguns críticos, muitos críticos e alguns até aliados falam que a senhora tem um temperamento difícil. O que a gente espera de um presidente é que ele, entre outras coisas, seja capaz de fazer alianças, de negociar, ter habilidade política para fazer acordos. A senhora de que forma pretende que esse temperamento que dizem ser duro e difícil não interfira no seu governo caso eleita?

Dilma Rousseff: Fátima, estava respondendo justamente isso, eu acho que têm visões construídas a meu respeito. Eu acho que sou uma pessoa firme. Acho que em relação aos problemas do povo brasileiro, eu não vacilo. Acho que o que tem que ser resolvido prontamente, nós temos que fazer um enorme esforço. Eu me considero hoje, até pelo cargo que ocupei, extremamente preparada no sentido do diálogo. Nós, do governo Lula, somos eminentemente um governo do diálogo. Em relação aos movimentos sociais, você nunca vai ver o governo do presidente Lula tratando qualquer movimento social a cassetete. Primeiro nós negociamos, dialogamos. Agora, nós também sabemos fazer valer a nossa autoridade. Nada de ilegalidade nós compactuamos.

Fátima Bernardes: Agora, no caso, por exemplo, a senhora falou de não haver cassetete, mas talvez seja a forma de a senhora se comportar. O próprio presidente Lula, este ano, em discurso durante uma cerimônia de posse de ministros, ele chegou a dizer que achava até natural haver queixas contra a senhora, mas que ele recebeu na sala dele várias pessoas, colegas, ex-ministros, ministros, que iam lá se queixar que a senhora maltratava eles.

Dilma Rousseff: Olha, Fátima, é o seguinte, no papel... Sabe dona de casa? No papel de cuidar do governo é meio como se a gente fosse mãe. Tem uma hora que você tem de cobrar resultado. Quando você cobra resultados, você tem de cobrar o seguinte: olha, é preciso que o Brasil se esforce, principalmente o governo, para que as coisas aconteçam, para que as estradas sejam pavimentadas, para que ocorra saneamento. Então tem uma hora que é que nem... Você imagina lá sua casa, a gente cobra. Agora, tem outra hora que você tem de incentivar, garantir que a pessoa tenha estímulo para fazer.

Fátima Bernardes: Como mãe eu entendo, mas, por exemplo, como presidente não tem uma hora que tem que ter facilidade de negociar, por exemplo, futuramente no Congresso, futuramente com líderes mundiais, ter um jogo de cintura ai?

William Bonner: O presidente falou em maltratar, não é, candidata?

Dilma Rousseff: Não, o presidente não falou em maltratar, o presidente falou que eu era dura.

William Bonner: Não, ele disse isso. A senhora me perdoe, mas o discurso dele está disponível. Ele disse assim: as pessoas diziam que foram maltratadas pela senhora. Mas a gente também não precisa ficar nessa questão até o fim da entrevista, têm outros temas.

Dilma Rousseff: É muito difícil, depois de anos e anos de paralisia, e houve isso no Brasil. O Brasil saiu de uma era de desemprego, desigualdade e estagnação para uma era de prosperidade. Nós tínhamos perdido a cultura do investimento...
William Bonner: Vamos falar de alianças políticas, o que é importante...
Dilma Rousseff: ...e aí houve uma força muito grande da minha parte nesse sentido, de cumprir meta, de fazer com que o governo Lula fosse esse sucesso que eu tenho certeza que ele está sendo.

William Bonner: A senhora tem agora nessa candidatura, além do apoio do presidente, a senhora também tem alianças, né?, formadas para essa sua candidatura. Por exemplo, a do deputado Jader Barbalho, por exemplo, a do senador Renan Calheiros, por exemplo, da família Sarney. A senhora tem o apoio do ex-presidente Fernando Collor. São todas figuras da política brasileira que, ao longo de muitos anos, o PT, o seu partido, criticou severamente. Eram considerados como oligarcas pelo PT. Onde foi que o PT errou, ou melhor, quando foi que ele errou: ele errou quando fez aquelas críticas todas ou está errando agora, quando botou todo mundo debaixo do mesmo guarda-chuva?

Dilma Rousseff:  Eu vou te falar. Eu perguntava outra coisa: onde foi que o PT acertou? O PT acertou quando percebeu que governar um país com a complexidade do Brasil implica necessariamente a sua capacidade de construir uma aliança ampla.

William Bonner: Errou lá atrás?

Dilma Rousseff: Não. Nós não... O PT não tinha experiência de governo, agora tem. Agora... Nós não erramos e vou te explicar em que sentido: não é que nós aderimos ao pensamento de quem quer que seja. O governo Lula tinha uma diretriz: focar na questão social. Fazer com que o país tivesse a seguinte oportunidade: primeiro, um país que era considerado dos mais desiguais do mundo, diminuir em 24 milhões a pobreza. Um país em que as pessoas não subiam na vida elevar para as classes médias 31 milhões de brasileiros. Para fazer isso, quem nos apoia, aceitando os nossos princípios e aceitando as nossas diretrizes de governo, a gente aceita do nosso lado. Não nos termos de quem quer que seja, mas nos termos de um governo que quer levar o Brasil para um outro patamar, para uma outra...

William Bonner: O resumo é: o PT não errou nem naquela ocasião, nem agora.

Dilma Rousseff: Não, eu acho que o PT não tinha tanta experiência, sabe, Bonner, eu reconheço isso. Ninguém pode achar que um partido como o PT, que nunca tinha estado no governo federal, tem, naquele momento, a mesma experiência que tem hoje. Acho que o PT aprendeu muito, mudou, porque a capacidade de mudar é importante.

William Bonner: Vamos lá. Candidata, vamos aproveitar o tempo da melhor maneira. O PT tem hoje já nas costas oito anos de governo. Então é razoável que a gente tente abordar aqui alguma das realizações. Vamos discutir um pouco o desempenho do governo em algumas áreas, começando pela economia. O governo festeja, comemora muito melhoras da área econômica. No entanto, o que a gente observa, é que quando se compara o crescimento do Brasil com países vizinhos, como Uruguai, Argentina, Bolívia, e também com aqueles pares dos Brics, os chamados países emergentes, como China, Índia, Rússia, o crescimento do Brasil tem sido sempre menor do que o de todos eles. Por quê?

Dilma Rousseff:  Olha, eu acredito que nós tivemos um processo muito mais duro no Brasil com a crise da dívida e com o governo que nos antecedeu.

William Bonner: Mais duro do que no Uruguai e na Bolívia, candidata?

Dilma Rousseff: Acho que o Uruguai e a Bolívia são países, sem nenhum menosprezo, acho que os países pequenos têm que ser respeitados, do tamanho de alguns estados menores no Brasil. O Brasil é um país de 190 milhões de habitantes. Nós tivemos um processo no Brasil muito duro. Quando chegamos no governo, a inflação estava fora do controle. Nós tínhamos uma dívida com o Fundo Monetário, que vinha aqui e dava toda a receita do que a gente ia fazer.

William Bonner: Correto, candidata. Mas a Rússia. A Rússia também teve dificuldades e é um país enorme...

Dilma Rousseff: Mas, só um pouquinho. Mas o que nós tivemos que fazer, Bonner. Nós tivemos que fazer um esforço muito grande para colocar as finanças no lugar e depois, com estabilidade, crescer. E isso, este ano, a discussão nossa é que estamos entre os países que mais crescem no mundo, estamos com a possibilidade de ter uma taxa de crescimento do Produto Interno Bruto de 7%.

William Bonner: Mas abaixo dos demais.

Dilma Rousseff: Não necessariamente, Bonner. Porque a queda, por exemplo, na Rússia... Sem falar, sem fazer comparações com soberba... Mas a queda da economia russa no ano passado foi terrível.

William Bonner: A senhora, de alguma maneira...

Fátima Bernardes: Vamos falar agora... Só um minutinho.

Dilma Rousseff: Criamos quase 1,7 milhão de empregos no ano da crise.

Fátima Bernardes: Candidata, vamos falar um pouquinho de outro problema, que é o saneamento. Segundo dados do IBGE, o saneamento no Brasil passou de 46,4% para 53,2% no governo Lula, um aumento pequeno, de 1 ponto percentual mais ou menos, ao ano. Por que o resultado fraco numa área que é muito importante para a população?

Dilma Rousseff: Porque nós vamos ter um resultado excepcional a partir dos dados quando for feita a pesquisa em 2010. Talvez, Fátima, uma das áreas em que eu mais me empenhei foi a área de saneamento. Porque o Brasil, só para você ter uma ideia, investia menos de R$ 300 milhões, o governo federal, menos de R$ 300 milhões no Brasil inteiro. Hoje, aqui no Rio, numa favela, aqui, a da Rocinha, em que eu estive hoje, nós investimos mais de R$ 270 milhões.

Fátima Bernardes: Mas, candidata, esses são dados de seis anos. Quer dizer, esse resultado que a senhora está falando... vai aparecer de um ano e meio para cá?

Dilma Rousseff: O que aconteceu. Nós lançamos o Programa de Aceleração do Crescimento, para o caso do saneamento, na metade de 2007. Começou a amadurecer porque o país parou de fazer projetos, prefeitos e governadores. Apresentaram os projetos agora, em torno do início de 2008, e aceleraram. Eu estava vendo recentemente que nós temos hoje uma execução de obras no Brasil inteiro. Aqui, Rocinha, Pavão-Pavãozinho, Complexo do Alemão. Obras de saneamento, obras de habitação. A Baixada Santista, no Rio, e a Baixada Fluminense aqui no Rio de Janeiro, ela teve um investimento monumental em saneamento.

Fátima Bernardes: A gente gostaria agora que a senhora, em 30 segundos, desse uma mensagem ao eleitor, se despedindo então da sua participação no Jornal Nacional.

Dilma Rousseff: Olha, eu agradeço a vocês dois e quero dizer para o eleitor o seguinte: o meu projeto é dar continuidade ao governo do presidente Lula. Mas não é repetir. É avançar e aprofundar, é basicamente esse olhar social, que tira o Brasil de uma situação de país emergente e leva o nosso país a uma situação de país desenvolvido, com renda, com salário decente, com professores bem pagos e bem treinados. Eu acredito que o Brasil... É a hora e a vez dele. E que nós vamos chegar a uma situação muito diferente, cada vez mais avançada agora no final de 2014, deste governo.

Fátima Bernardes: Muito obrigada, candidata, pela sua participação aqui na bancada do Jornal Nacional. Amanhã, a entrevistada ao vivo aqui no Jornal Nacional será a candidata do PV, Marina Silva.

G1

Ministério Público Eleitoral recorre para impugnar registros de candidatos paraibanos


Marcos Eugênio

O Ministério Público Eleitoral não se conformou com o deferimento pelo TRE de 73 dos 97 registros de candidatos paraibanos considerados por aquele órgão como impugnáveis e está recorrendo ao TSE – Tribunal Superior Eleitoral para que haja novo julgamento, em estância superior.

Com essa decisão candidatos a exemplo de Dinaldo Wanderley (PSDB), Carlos Batinga (PSC), Ivaldo Morais (PMDB), Ataíde Mendes Pedrosa (Branco), dentre muitos outros, vão ficar por mais um tempo na expectativa. A Assessoria de Dinaldo entrou em contato com o pbnoticias e informou que ele está tranquilo e bastante confiante que não haverá qualquer tipo de impedimento de seu registro.

O MPE havia encaminhado relação com 97 registros de candidaturas que os considerava impugnáveis, para que o TRE os julgasse. O Tribunal Regional Eleitoral acabou deferindo 73 desses registros. O MPE resolveu então recorrer junto ao TSE.

A data limite para que o TSE julgue todos os recursos sobre os pedidos de candidatos é dez dias antes das eleições, ou seja, dia 23 de setembro. Até lá muitas águas podem rolar.

Câmara abre as atividades legislativas do 2º semestre



A Câmara Municipal de Vereadores de Itaporanga-PB realizou no último sábado (07) a primeira sessão do segundo semestre legislativo de 2010. A reunião teve inicio às 10h30 da manhã e foi transmitida pela rádio Boa Nova FM e pela Internet, através do site da Câmara.
A sessão de retorno às atividades foi dividida em duas partes, a primeira cumpriu o expediente do dia em sessão ordinária e a segunda fez uma homenagem ao homem do campo, trazendo para discussão os principais problemas e reivindicações dos agricultores.
Todos os vereadores estiveram presentes, e a reunião contou ainda com a participação do secretário de agricultura do município, Sebastião Rodrigues, e do presidente da Umacri, Janduir Martins, que falaram sobre as ações desempenhadas na área da agricultura.
A iniciativa do presidente em exercício, o vereador Francisco Saulo, foi bem aceita pelos demais vereadores e elogiada pelos presentes. Segundo Saulo, o objetivo foi focar os principais assuntos que envolvem a qualidade de vida no campo e gerar providências. 
Todos os requerimentos apresentados obtiveram a aprovação da Casa. Em véspera do dia dos pais, os vereadores também aproveitaram para parabenizar os pais pela data.

Rilmara Galvao

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Produção de Pinha e DVDs para a Creche municipal em Matureia


A Secretaria de Educação de Matureia adquiriu 25 DVDs para a Creche Municipal. A proposta é tornar o local mais estimulante para as crianças matriculadas.

As novas ferramentas, aliadas aos recursos existentes,  auxiliarão no desenvolvimento das capacidades de percepção , pensamento e na interação.

A Creche Municipal possui cerca de 200 crianças que no início de 2011 serão transferidas para as novas instalações. A  unidade  está em construção e disponibilizará de vários ambientes com  conforto e espaço para brincadeiras e atividades lúdicas.

Treinamento Sobre o Cultivo e a Produção de Pinha Pretende Acabar com a Cultura Extrativista

 A Secretaria de Desenvolvimento de Matureia em parceria com o Sebrae vai iniciar ainda essa semana um treinamento com agricultores sobre o plantio de mudas de pinha e técnicas de manejo de árvores frutíferas.

Os agricultores repassarão as sementes coletadas nas comunidades rurais, a prefeitura fornecerá os sacos e a orientação técnica para a produção de mudas. A expectativa dos coordenadores do projeto é que cada agricultor plante entre 50 e 100 mudas.

Após o plantio será feito o acompanhamento das etapas de crescimento das plantas até a fase de plantio definitivo. Dessa forma, a equipe de técnicos e agrônomos da secretaria planejam pôr fim a cultura extrativista da fruta. 

Segundo o agrônomo, Edson Marconi Moura Alves, a maioria dos agricultores se limita a colher a pinha, não obedece às regras de cultivo, que melhoram a qualidade e elevam os índices de produtividade.

Ele disse que o potencial do município de Matureia para o cultivo da pinha é enorme, mas é preciso qualificação dos agricultores familiares que estão diretamente ligados ao cultivo da fruta.

A pinha é da família das anonáceas é também conhecida como fruta-de-conde, essa anonácea apresenta características peculiares como à casca em forma de gomos, aparência áspera, e quando madura é muito delicada e mole, desmanchando–se facilmente. Possui uma polpa adocicada, muito apreciada pelos consumidores que a utilizam in natura e para sucos.

A planta começa a produzir após três anos do plantio, tem tamanho variado, de acordo com a variedade, podendo atingir até sete metros de altura. Suas folhas são rígidas e as flores delicadas, e podem ser polinizadas artificialmente. A coloração da flor é esverdeada, e a planta pode florescer durante todo o ano, a partir da utilização de tecnologias como a de irrigação e indução floral.  


Projovem Campo


    A Secretaria de Educação do município de Matureia  em parceria com o Governo Federal abriu 30 vagas para o Projovem Campo. A  proposta é promover a inclusão socioeducacional de pessoas com idade entre 18 a 29 anos que residem na área rural.

Os jovens inscritos terão direito  a uma bolsa de 100 reais a cada dois meses e receberão  aulas  sobre desenvolvimento sustentável, técnicas agrícolas, além de concluir o Ensino Fundamental.

Para ter direito a participar do programa,  a pessoa tem que ser agricultor e estar ligado a alguma atividade no campo , além de ensino fundamental incompleto.

Segundo dados da Secretaria Municipal de Educação, até o momento 13 agricultores aderiam ao programa. A expectativa é que até a próxima semana as vagas sejam preenchidas, pois o municipio tem uma população rural considerada elevada e baixos índices de qualificação.

O curso terá duração de dois anos e os agricultores terão aulas práticas e teóricas (escola -comunidade). O Programa foi criado em 2005 , Saberes da terra, depois foi integrado ao Programa Nacional de Inclusão dos Jovens (Projovem), para assegurar a  qualificação e a formação de  profissionais do campo.
 
Renata Dantas

Setor têxtil de Cajazeiras escoa 99% de sua produção para outros estados


Empresários buscam estruturar atividade em busca de transformar a cidade em Pólo de Confecções

Considerada para o município, assim como o comércio varejista, uma das atividades mais importantes da economia local, o setor têxtil em Cajazeiras escoa 99% de sua produção para estados como o Rio Grande do Norte, Maranhão e Pará, ficando apenas com 1% do produzido para circulação no comércio local. Orientado em diversas ações de melhoria pelo Sebrae Paraíba, o segmento tem como meta audaciosa constituir um Pólo de Confecções na cidade, assim como fez, por exemplo, a cidade de Santa Cruz do Capibaribe, em Pernambuco, que já é referência nacional do setor.

Segundo dados revelados em um diagnóstico feito com mais de 10 empresas do setor elaborado no final de 2009 pelo Sebrae, são produzidos mensalmente 65 mil peças entre modinha (blusas, vestidos) e moda íntima (calcinha, cuecas, sutiãs, camisolas), além das empresas que trabalham com a fabricação e representação de tecidos e malhas. Essa produção movimenta mais de 500 postos de emprego para a comunidade local. Segundo Fabíola Martins, gestora do Projeto de Orientação Empresarial do Sebrae em Cajazeiras, vale destacar que diversas outras fabriquetas informais atuam na cidade em fundos de quintais.

“Com essas pequenas instalações nas casas de moradores com toda a certeza esses números crescem ainda mais. Estamos caminhando nas melhorias do setor, mas potencial a cidade tem sim para um dia virar um Pólo”, projeta Fabíola, que acompanha o núcleo nos avanços.

Outra meta dos empresários é transformar a atividade em um arranjo produtivo local, desenvolvendo atividades econômicas correlatas e que apresentem vínculos de produção, interação, cooperação e aprendizagem. Desde 2009, o Sebrae realiza junto ao grupo diversas ações de capacitação e já promoveu mudança nos layouts das empresas assim como o melhoramento da execução da parte financeira. Dentro dessa perspectiva também já foram oferecidos cursos de modelagem, aperfeiçoamento para mecânicos de manutenção e oficinas gerenciais.

Presença fora- Atuando de forma continuada para a consolidação do setor, 10 empresas de Cajazeiras marcarão presença na Febratex. O evento é considerado como a maior feira latino-americana da indústria têxtil e será realizado em Blumenal, Santa Catarina, a partir desta terça-feira, dia 10. Além das empresas do Sertão, mais três empresas de João Pessoa participam da caravana.

A Feira reúne o melhor em todos os segmentos da cadeia têxtil, entre máquinas de costura, máquinas de corte, aviamentos, etiquetas, embalagens, acabamentos, fios, estamparias, automação industrial, informática, teares e matérias-primas. Além da exposição e espaço de negociações e troca de experiências, o evento também realiza o Seminário Tecnológico onde serão tratados diversos temas atuais ligados ao setor, como os e-tecidos que utilizam materiais inteligentes para a moda e o desenvolvimento virtual de produtos de moda em avatares na web em redes compartilhadas de design. Os empresários ainda participam de uma visita técnica a uma empresa. 

Ascom Sebrae
 

Patos inicia 2ª etapa de vacinação contra pólio


A Secretaria Municipal de Saúde de Patos iniciou na manhã desta segunda-feira 09, a segunda etapa de vacinação contra poliomielite, com meta de imunizar 8.367 crianças menores de cinco anos.

A vacina está sendo oferecida nas 36 unidades de saúde do PSF, na cidade e zona rural. O trabalho de imunização prossegue até o próximo sábado, dia 14, dia D da campanha, quando funcionarão 40 postos. São mais de 200 profissionais empenhados na vacinação.

Também ao longo desta semana todas as escolas e creches do Município serão visitadas. Haverá orientação para que as mães enviem às unidades de ensino o cartão de vacinação dos filhos.

As unidades de saúde estão intensificando as vacinas de rotina, dentre elas a rotavirus, tetravalente, pneumo 10, hepatite B e tríplice viral.

Semana passada ocorreu uma reunião envolvendo agentes de saúde, enfermeiros do NASf – Núcleo de Apoio à Saúde da Família, momento em que foram discutidos assuntos como a implantação da Saúde do Homem no PSF e elaboração da programação da campanha contra a pólio.

domingo, 8 de agosto de 2010

Brasília é o retrato da desigualdade social que existe em todo o país, diz sociólogo


Agência Brasil
 
Uma análise publicada no final do mês passado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), a partir dos dados da Pesquisa Nacional de Amostra Domiciliar (Pnad) e das contas nacionais e regionais, mostra que, em praticamente todas unidades da Federação, ficou menor a distância entre os pobres e os ricos, entre 1995 e 2008. 
 A única exceção é o Distrito Federal. Nesse período, o índice de Gini – que mede desigualdade de renda – aumentou de 0,58 para 0,62 (quanto mais próximo de 1 maior a desigualdade). A Pnad é feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Conforme o presidente do Ipea, Marcio Pochmann, a razão do aumento da desigualdade na unidade que abriga a capital do país está no pico e na base da pirâmide social. Nos últimos anos, no Distrito Federal, houve aumento de renda dos mais ricos (em Brasília, funcionários públicos com as carreiras mais valorizadas) e aumento do número de pessoas com renda extremamente baixa (migrantes). “A desigualdade aumenta porque o crescimento populacional se dá na base da pirâmide social”, explicou.

Pochmann lembra que, na última década, houve recomposição dos salários do funcionalismo, mas pondera que a migração é mais responsável pela desigualdade. “Mesmo quando, nos anos 90 e no início desta década, os salários ficaram comprimidos, não tiveram reajuste e nem recuperação real, a desigualdade geral também crescia”, destacou.

De acordo com o sociólogo Marcel Bursztyn, do Centro de Desenvolvimento Sustentável da Universidade de Brasília (CDS/UnB), o Distrito Federal ainda atrai migrantes sobretudo por conta do acesso a serviços públicos, como o atendimento médico-hospitalar. “São serviços de qualidade superior à [qualidade] dos que [eles, os migrantes] têm em suas regiões. Muita gente vem para Brasília em busca de tratamento de saúde de algum membro da família”, relata.

Bursztyn diz que ainda se lembra de quando fez pesquisas de campo e encontrou famílias que chegaram ao Distrito Federal de carroça ou em ambulâncias. São pessoas, segundo ele, que percorreram mais de mil quilômetros para trazer alguém doente, necessitando de tratamento que não encontrou na sua região.

Para o acadêmico, o aumento da desigualdade da renda no Distrito Federal mostra que Brasília, em vez de ser uma “ilha da fantasia”, se parece muito com o Brasil, tido como um dos países mais desiguais do mundo. “Brasília é um retrato caricatural, no qual se acentuam os traços mais visíveis. Brasília é uma miniatura do país.”

Lei da Palmada gera discussão entre educadores e deputados

O projeto de lei que proíbe castigos corporais em crianças (PL 7672/10), apelidado de Lei da Palmada, tem sido motivo de polêmica desde que foi apresentado pelo governo. Segundo o projeto, os pais e responsáveis que insistirem em castigos corporais ou tratamento cruel poderão até perder a guarda dos filhos. Especialistas defendem a proposta, mas alguns parlamentares já se manifestaram contra.

A coordenadora da campanha "Não Bata, Eduque", Márcia Oliveira, afirma que a intenção da proposta não é desautorizar a família, mas dar apoio aos pais para que essa cultura do castigo físico acabe no Brasil. Segundo ela, essa prática vem diminuindo, e, a todo momento, há relatos de famílias que conseguem educar seus filhos sem palmadas.

"Todo mundo diz: na minha época era muito pior, eu apanhava de cinto. Ou seja, essa prática tem se minimizado ao longo do tempo. Nossa proposta é preparar uma nova geração de pais", disse.

O projeto do governo foi elaborado pela Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República, a partir de discussões da Rede “Não Bata, Eduque” e do Simpósio Nacional sobre Direitos Humanos de Crianças e Adolescentes, realizado em 2009.

Um dos argumentos utilizados no debate é que a violência cotidiana ensina as crianças a responderem com violência. Além disso, provoca traumas e gera mais problemas que benefícios.

Pais desautorizados
Para o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ), principal opositor da proposta, o projeto desautoriza os pais e cria uma cultura de filhos que podem denunciar suas famílias. O deputado, que tem na redução da maioridade penal uma de suas principais bandeiras, questiona os motivos do governo para apresentar a proposta. Para Bolsonaro, o projeto prejudica a educação e favorece a delinquência e o crime.

O deputado lembra que a legislação brasileira já prevê penalidades para os abusos de autoridade parental. Ou seja, se os pais espancarem, ferirem, torturarem ou queimarem seus filhos, já estão previstas punições, inclusive no Estatuto da Criança do Adolescente (ECA - Lei 8.069/90).

"Que moral tem esse governo para dizer como eu devo educar meus filhos? Se o garoto não quer tomar a vacina, o que o pai vai fazer? Ou se não quer fazer o dever de casa? Como fica o pai e o professor? Vamos deixar essas crianças desafiarem a autoridade e criar uma geração de gente que não estudou?", questiona o deputado.

Vazio LegalPara o coordenador da Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente, deputado Paulo Henrique Lustosa (PMDB-CE), há hoje uma vacância legal sobre o assunto. Nem o ECA nem o Código Penal tratam do assunto de forma adequada. A frente faz parte da Rede “Não Bata, Eduque” e ambas colaboraram na elaboração do projeto feito pela Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República.

O deputado explica que qualquer pessoa que dê um tapa em outra pode ser processada por agressão leve, cuja pena é de até dois anos, mas pode ser revertida em serviços comunitários. No entanto, caso um pai, professor, ou cuidador bata em uma criança, não há previsão sobre o que o Estado deve fazer a respeito.

Lustosa explica que o interesse do ECA é fortalecer o núcleo familiar como espaço de convivência da criança. E a ideia do projeto é incluir no ECA medidas contra a violência doméstica na relação entre adulto e criança. "Estamos mandando uma mensagem pedagógica, de que a melhor maneira de educar não é com violência. Ou melhor, que a violência não é caminho para a educação, ela só gera mais violência", disse.

Objetivo educativo
A coordenadora da campanha "Não Bata, Eduque", Márcia Oliveira, também ressalta que a intenção do projeto é principalmente educativa - mostrar que estabelecer limites não é sinônimo de violência.

O projeto, na opinião dela, deve ajudar os pais a promover um processo de diálogo dentro da família e da comunidade. Em vez de bater ou ameaçar, os limites devem ser negociados com as crianças e adolescentes, principalmente discutindo as falhas e administrando o tempo que as crianças passam em brincadeiras ou na convivência com os amigos. "Se você usa violência, você está comunicando que é válido usar a violência", disse Márcia Oliveira.

Agência Brasil

Buchada de bode X buchada de peixe


Marcos Eugênio
Dois alimentos que fazem parte da culinária nordestina, a carne de bode e o peixe, seja de água doce ou salgada, e que caem bem no cardápio do sertanejo, desde o mais exigente ao mais humilde. O paladar está apurado para ambos. Do bode é extraída uma iguaria que chega a ser exportada para outros estados, a tradicional buchada, confeccionada a partir das vísceras do animal.
A boa e velha buchada ganhou em Patos um importante concorrente, de alto teor nutritivo, a buchada de peixe. Por ter chegado à cidade e comercializada apenas, ainda, em um bar, Império Bar (Belo Horizonte) quando se pergunta se a pessoa já a saboreou há certo espanto e ar de gozação, mas ela existe sim, trazida de um estado nordestino etiquetada, com código de barra e tudo maias, dentro das normas previstas pelos órgãos sanitários. “Além da buchada oferecemos a lingüiça e o bolinho de peixe”, diz com presteza o garçom.  
A buchada novidade de Patos é feita de filé de tilápia, triturado e temperado. A própria pele do peixe serve para ensacá-la. Fomos experimentar a convite de nosso colega jornalista, exigente apreciador da gastronomia regional, Mário Frade. A iguaria é mesmo uma delícia e se chegar aos supermercados deverá fazer sucesso, apesar de seu preço salgado, R$ 8,00 a unidade, no Bar.

Autoestima - uma leitura saudável para começar bem o dia!

 
Inácio A. Torres - 08/08/2010
CONTRA O DIREITO DE VOTO AOS ANALFABETOS
O trecho a seguir, escrito em início do século XX, é de Rui Barbosa, um dos homens mais cultos do Brasil e um dos melhores quadros que já passaram pelo senado, porém bem pouco conhecido.
“Um escritor cujas teorias, em matéria de liberalismo, têm o cunho clássico, definiu o estado moral do analfabeto assim: “O homem que não sabe ler é, no meio da sociedade, um cego de nascença: não há maneira de abrir-lhe os olhos!”E quereis que seja esse cego quem nomeie e destitua os parlamentares? Quem promova e derrube os governos? Quem ponha e disponha do futuro nacional? Julgai-o capaz dessa energia? E, quando o fosse, considerá-lo na altura de encaminhá-la para o bem? Ao órgão visual, atrofiado e paralisado nas trevas da ignorância absoluta, pondes-lhes os óculos inertes do vosso direito de voto, e dizeis-lhes: “Ide; elegei os vossos deputados, os vossos senadores, a forma do vosso governo.” Imaginais seriamente haver-lhe infundido vista com os vidros impostores do vosso sufrágio universal? E é a esse governo da cegueira que chamais a verdadeira democracia?”
Que Deus ilumine o povo brasileiro nestas eleições. Coluna publicada simultaneamente com o site pbnoticias.com

Espaço Sindical


CTB-PB REALIZA ENCONTRO DE SINDICATOS NA REGIÃO DO CARIRI
Foi realizado no último sábado, dia 7 de agosto de 2010, no Teatro Municipal, o Encontro de Sindicatos da Cariri Paraibano, que contou com a participação de 70 sindicalistas, representando sindicatos de servidores públicos municipais, agentes comunitários de saúde, agentes de combate as endemias, como também de trabalhadores rurais, totalizando 18 municípios da5ª região geo-administrativa, na cidade de Monteiro.
No encontro foram discutidos as eleições de 2010 e o papel que cada entidade sindical deve exercer, no sentido de avançar a luta dos trabalhadores e trabalhadoras, como também, a legalização dos sindicatos junto ao Ministério do Trabalho e Emprego, a filiação de novos sindicatos a central na região e o plano de trabalho a ser executado, de acordo com o Planejamento Estratégico Situacional realizado no mês de maio em João Pessoa pela CTB.
O presidente do Sindicato dos Agentes Comunitários de Saúde e de Combate as Endemias do Cariri Paraibano e Secretário da Juventude Trabalhadora da CTB/PB, Lucenildo Oliveira, destacou a importância da realização do encontro em Monteiro, especialmente no momento de luta da categoria pela implantação do piso nacional e a sua efetivação em cada município, além dos demais direitos.
O sindicalista João Bosco, presidente do Sindicato dos Agentes de Saúde e Endemias de Patos e Região, Secretário de Movimentos Sociais da CTB/PB e da CONACS, fez uma exposição acerca da luta dos agentes em Brasília pela aprovação do Piso Nacional da categoria e a efetivação por parte dos gestores municipais, onde alguns tem se negado a cumprir as determinações do Tribunal de Contas. “O que se faz necessário é a mobilização da categoria para garantir os nossos direitos”. Disse.
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de São João do Tigre, Sebastião Brito, defendeu a unicidade sindical, discordando da fundação de sindicatos paralelos aos de trabalhadores rurais e que manterá o trabalho com a CTB na região.
O Secretário Geral da CTB/PB e presidente do Sindicato dos Comerciários de Campina Grande e Região, José do Nascimento Coelho, colocou a necessidade da união entre os trabalhadores do setor público e da iniciativa privada, para juntos lutarem pelos seus direitos imediatos e futuros, ressaltando a importância dos sindicalistas se manterem vigilantes e ativos, para evitar a volta do neoliberalismo em nosso País nas eleições deste ano.
O presidente da CTB/PB, José Gonçalves, fez uma exposição sobre todos os direitos dos trabalhadores, o papel da Central na região e a necessidade da instalação de uma sede regional em parceria com o Sindicato dos Agentes de Saúde e Endemias do Cariri paraibano, além da realização de um curso de formação sindical.
Assessoria

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