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quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Cultura popular e chorinho em praça pública em Patos

O cordel e a rabeca de Beto Brito, o trombone e o trompete dos parceiros Zé da Velha e Silvério Pontes, diretamente do Rio de Janeiro, vão estar num mesmo palco, mas em dois shows que os artistas realizam nesta sexta-feira, a partir das 20h, na praça Getúlio Vargas, em Patos.
Repente, coco, baião e outros ritmos da cultura nordestina estão presentes na musicalidade de Beto Brito, que traz no repertório músicas dos três CDs, entre os quais Bazófias, homônimo do livro o maior do cordel do mundo que o artista também lançou este ano e vem sendo divulgado paralelamente.
A apresentação de Beto Brito é pelo projeto Sindicultura, promovido pelo Sindifisco-PB, com parcerias da Afrafep, do Sebrae e da Astral.
Os músicos Zé da Velha e Silvério Pontes, mestres do chorinho, do samba e da gafieira celebram 25 anos de parceria em turnê pelo Brasil, passando por Patos, Campina Grande e João Pessoa. A turnê é uma realização do Ministério da Cultura, com patrocínio da Petrobrás, com produção nacional da Cria Brasil, e no Estado, da Colônia Produções.
A dupla, íncone do cenário da música instrumental de raiz, reconhecida e respeitada dentro e fora do país, brinda o público com o marcante e irresistível balanço, mostrando a energia dos sopros, com a leveza e a beleza dos contrapontos entre o trombone e trompete com choros e sambas.
A turnê se realiza por vários estados brasileiros, tais como: Rio Grande do Norte, Ceará, Paraíba, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, entre outros.


Edmilson Bandeira

Dilma sanciona lei que amplia prazo do aviso prévio

A presidente Dilma Rousseff sancionou nesta terça-feira (11) a lei que estabelece aviso prévio de até 90 dias em caso de demissão. Com a mudança, o aviso prévio será proporcional. O trabalhador com um ano de emprego mantém os 30 dias, mas para cada ano adicional de serviço, o aviso prévio aumenta em três dias, até o limite de 90, no total.

Atualmente, quando o trabalhador deixa o emprego voluntariamente, ele tem que continuar trabalhando por 30 dias; mas, caso não queira, deve ressarcir a empresa pelo mesmo período. Já quando o empregado é dispensado, a empresa deve mantê-lo no trabalho por 30 dias ou o libera, pagando pelo período não trabalhado. Essas regras permanecem, mas agora por até 60 dias extras.

A proposta que amplia o prazo do aviso prévio, aprovada no último dia 21 de setembro pela Câmara, tramitava no Congresso desde 1989.

ValidadeAs novas regras de aviso prévio passarão a valer a partir da publicação no Diário Oficial da União, o que está previsto para ocorrer na próxima quinta-feira (13).

De acordo com a Casa Civil, o novo prazo de aviso prévio vale para demissões que ocorrerem a partir da publicação da lei no DO. Não retroage para quem pediu demissão ou foi demitido antes da vigência da nova regra, nem mesmo para quem estiver cumprindo aviso prévio quando a norma for publicada. No entanto, nada impede que os trabalhadores entrem na Justiça pedindo a aplicação da regra no caso concreto.

Em nota, o presidente da Força Sindical, deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), comemorou a ampliação como "avanço social" e que ela deverá "inibir a rotatividade no emprego", em referência à eventual diminuição das demissões.

O líder sindical ainda disse que as centrais deverão auxiliar os trabalhadores já demitidos a solicitarem o aviso prévio proporcional. A Justiça trabalhista permite reclamações em até dois anos após a dispensa.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

TST determina fim da greve dos Correios

Trabalhadores dos Correios acompanham julgamento da greve no TST (Foto: Agência Brasil) O Tribunal Superior do Trabalho (TST) decidiu nesta terça-feira (11), durante julgamento do dissídio coletivo dos Correios, que a greve da categoria não é abusiva. Entretanto, o tribunal autorizou a empresa a descontar dos funcionários sete dos 28 dias não trabalhados. E determinou a volta ao trabalho a partir de quinta-feira, sob pena de multa.

A decisão representa derrota aos trabalhadores, em greve desde o dia 14 de setembro. O principal entrave para um acordo era o desconto dos dias parados, que os Correios não abriam mão e os grevistas não aceitavam.

Em seu voto, o relator do dissídio, ministro Mauricio Godinho Delgado, defendeu que os dias parados fossem totalmente compensados com trabalho pelos funcionários, já que a greve não foi considerada abusiva.

Entretanto, a maioria dos ministros votou pelo desconto dos dias parados, total ou em parte, considerando uma jurisprudência do tribunal – que prevê desconto devido à suspensão do contrato de trabalho e, portanto, dos serviços -, além de um pré-acordo assinado na semana passada entre representante dos Correios e sindicalistas.

Na oportunidade, a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios, Telégrafos e Similares (Fentect) aceitou proposta dos Correios de desconto de seis dias parados, em 12 parcelas mensais de meio dia cada, a partir de janeiro. A proposta, porém, foi rejeitada pelos trabalhadores em assembléias.

A proposta aprovada nesta terça-feira pelo tribunal, intermediária, prevê o desconto, de uma só vez, de sete dias e compensação de outros 21. Como os Correios já haviam cortado seis dias dos trabalhadores, referentes a setembro, falta descontar mais um.
O TST fixou ainda o reajuste salarial da categoria em 6,87%, retroativo a 1º de agosto, além de aumento real de R$ 80 com validade a partir de 1º de outubro. Os índices já faziam parte da proposta negociada entre Correios e sindicato.

O secretário-geral da Fentect, José Rivaldo da Silva, disse que não era possível avaliar se a decisão do TST significou prejuízo aos trabalhadores. Ele apontou, entretanto, que o sindicato tinha uma expectativa maior em relação à greve. Silva disse ainda que a decisão deixa uma lição aos trabalhadores.

“O que ficou de recado aos trabalhadores é que é melhor negociar do que apostar no tribunal”, disse Silva, ao final da sessão.
Críticas
Ministros criticaram o impasse na negociação por conta dos dias parados. A vice-presidente do TST, ministra Maria Cristina Irigoyen Peduzzi, que na semana passada intermediou negociação entre as partes, disse que o sindicato e os trabalhadores “desrespeitaram o poder judiciário, a empresa e a sociedade” ao ignorarem os esforços por um acordo e insistirem no julgamento do dissídio por conta do desconto dos dias parados.

O secretário-geral da Fentect, José Rivaldo da Silva, negou que o movimento tenha desrespeitado o TST.
“A gente não considera que houve desrespeito ao tribunal. A gente tem um rito natural de como conduzir a greve e os trabalhadores. Durante esse período a greve não foi só por questão salarial. Os Correios hoje estão muito difícil de trabalhar”, disse.

Durante o julgamento, o presidente do TST, João Oreste Dalazen, criticou a “obsessão” de parte dos trabalhadores pelos dias parados e afirmou que faltou a eles “razoabilidade e sensibilidade” para que a solução da greve viesse da negociação.

Após a sessão, Dalazem disse que a decisão da greve caminhou para o dissídio por conta de disputas políticas dentro do movimento sindical. De acordo com ele, partidos políticos “de postura mais radical à esquerda” contribuíram para “insuflar” parte do movimento para que não aceitasse as propostas apresentadas. O presidente do TST defendeu ainda uma reforma sindical “urgente” no país.

“O que transpareceu nitidamente neste julgamento foi o descompasso que há entre a cúpula das entidades sindicais e as bases. Um conflito evidente que demonstra a fraqueza, a fragilidade da organização sindical brasileira, que precisa ser passada a limpo com urgência.”

Entregas
De acordo com os Correios, cerca de 185 milhões de correspondências estão atrasadas em todo o país hoje. A previsão é que, retomado o trabalho na empresa, elas sejam normalizadas dentro de uma semana.

Os Correios avaliam que a greve trouxe um prejuízo de cerca de R$ 20 milhões à empresa. Já os custos dos benefícios aos trabalhadores decididos pelo TST devem custar cerca de R$ 800 milhões.

G1

Ditadura: Presidente da Câmara chama pré-candidatos de canalhas

Marcos Eduardo
Iniciando o discurso na Tribuna da casa Juvenal Lúcio de Sousa, nesta terça-feira (11) o vereador presidente do Poder Legislativo patoense, Marcos Eduardo (PMDB), usufruiu o tempo que lhe é peculiar para engrossar o discurso contra os pré-candidatos a vereador.

Eduardo, como sempre, em tom autoritarista, chamou os pré-candidatos de "canalhas" e "baderneiros" e lamentou a postura de alguns que, segundo ele, utilizam-se dos meios de comunicação para criticar a postura dos atuais 11 (onze) vereadores.

O presidente começou seu discurso parabenizando os vereadores, Almir Mineral, que assumiu recentemente a presidência do PSDB em Patos, e Maria José Soares Venâncio (Peteca) que migrou para o PMDB.

Utilizando a investida contra os pré-candidatos, o presidente Marcos Eduardo, que no discurso ainda empregou a pejorativa "pré-candidatozinhos", disse que vai mostrar que muitos deles não serão eleitos de forma alguma.

Um dos pré-candidatos a vereador em Patos, conhecido por Cicero Cirino, pelo PSOL (Partido Socialismo e Liberdade) lamentou a postura do presidente Marcos Eduardo ao tomar a iniciativa de atingi-los, segundo ele, com uma "profunda falta de respeito".

Cícero disse ainda à reportagem que pretende mostrar a Eduardo, que o tempo da ditadura acabou. "O povo está mais consciente" e disse que mesmo não disponibilizando de tantos recursos quanto tem o presidente, vai até as últimas conseqüências em busca da vitória.


Mário Frade (portalpatos.com)

Marcha contra corrupção é organizada pela internet

A marcha contra a corrupção convocada para o feriado desta quarta-feira (12) está sendo organizada pela internet há pelo menos um mês e contará com eventos 25 cidades em 17 estados, além do Distrito Federal. Entre as cidades que confirmaram a manifestação estão quase todas as capitais do Nordeste, como Salvador, Recife, Teresina, Maceió, São Luis, Fortaleza e João Pessoa.


Os organizadores dizem não ter expectativa sobre o número de pessoas que podem comparecer aos atos - boa parte deles simultâneos -, mas esperam superar a barreira dos 25 mil manifestantes, que foram às ruas no Sete de Setembro .


Com três cidades, São Paulo e Santa Catarina são os estados que terão o maior número de protestos. No Rio, pelo menos sete grupos de combate à corrupção vão se reunir na orla da Zona Sul. A concentração acontece no posto 4 da Praia de Copacabana, às 13h. Os manifestantes saem em caminhada às 14h, rumo ao posto 2. Aos moradores de Copacabana, os organizadores têm um pedido especial: colocar vassouras do lado de fora da janela, para demonstrar apoio ao movimento. 


O protesto do dia 20 de setembro, na Cinelândia , contou com o apoio de artistas e um dos que estavam presentes, o cantor Tico Santa Cruz, gravou um vídeo para convocar os brasileiros a saírem de casa para manifestar seu repúdio à impunidade. 


- Estou aqui para convocar todos os brasileiros indignados com a corrupção, a impunidade, a violência e a omissão. No dia 12, você pode fazer parte dessa luta. Saia de sua casa - diz o cantor no vídeo, confirmando presença no evento desta quarta-feira. 


A divulgação pela internet ganhou na terça-feira um reforço. Os organizadores se juntaram e promoveram um twittaço para informar corretamente o dia, local e horário da manifestação no Rio. Nem mesmo a previsão de chuva desanima: 


- A previsão é de sol entre nuvens, podendo chover. Estou torcendo muito para que não chova. Mas, mesmo com chuva, tenho certeza de que as pessoas interessadas vão comparecer ao evento - disse Cristine Maza, do movimento "Todos Juntos contra a Corrupção". 


Confira o local e o horário do protesto contra a corrupção, na sua cidade:


AL - Maceió - Antigo 7 Coqueiros até o Antigo Alagoinhas, às 13h

AM - Manaus - Centro, em frente ao colégio Dom Pedro, às 14h

BA - Salvador - Cristo da Barra, às 14h

CE - Fortaleza - Praça da Imprensa rumo ao Cocó, às 14h

DF - Brasília - Museu Nacional, às 10h

ES - Vila Velha - Praia da Costa, às 12h

GO - Goiânia - Início na Praça Universitária às 10h e término na Praça Cívica

MA - São Luís - Praça do Pescador , na Avenida Litorânea, às 14h

MG - Belo Horizonte - Saída às 14h da Praça da Liberdade até a Praça 7

MG - Uberlândia - Praça Tubal Vilela, às 14h

PA - Belém do Pará - Praça do CAN, às 14h

PA - Santarém - Concentração em frente à prefeitura, às 17h, até o fórum

PE - Recife -Pracinha de Boa Viagem, às 14h

PB - João Pessoa - Busto de Tamandaré, às 14h

PI - Teresina - Praça da Liberdade, às 14h

PR - Curitiba - Santos Andrade, em frente à escadaria da UFPR, às 14h

PR - Campo Mourão - Praça Central, às 14h

RS - Porto Alegre - Parque da Redenção, durante toda a tarde

RJ - Rio de Janeiro - Copacabana, em frente ao posto 4, às 13h

SC - Brusque - Praça Barão de Schneeburg, às 9h

SC - Florianópolis - Trapiche Beira Mar, às 10h

SC - Jaraguá do Sul - Praça Ângelo Piazera, às 14h

SP - São Paulo - Avenida Paulista, em frente ao Masp, às 14h

SP - Santos - Parque da Independência, às 14h

SP - São José dos Campos - Vicentina Aranha, às 15h


O GLobo

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