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segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Revista O Pop é lançada em Patos junto com exposição de Perigo Neto


Perigo Neto

Acontecerá na noite desta terça-feira, dia 10 de setembro, às 20h, no Centro de Cultura Amaury de Carvalho, o lançamento da revista “O POP”, mais a abertura da exposição “Cangaceiros”, com telas produzidas do artista plástico Manoel Perigo Neto.


De acordo com o secretário de Cultura de Patos, Romildo de Souza, a programação faz parte do cronograma de atividades referente ao mês de setembro. “Será um evento cultural importante, principalmente por se tratar de uma produção cultural, que será o lançamento da revista, e claro, a exposição de Perigo Neto que voltará a Patos apresentando os seus trabalhos artísticos”, afirmou. 

Segundo o jornalista João Neto, um dos idealizadores da revista “O POP”, a expectativa é que o público compareça ao Centro de Cultura. “Será uma revista que abordará diversos assuntos, mas que terá o foco direcionado para a vertente cultural, destacando exatamente o lado “POP” que pode ser compreendido pelo lado popular, como também, moderno com base em possíveis tendências”, comentou.

Sobre a periodicidade da revista, João Neto informou que as publicações serão trimestrais. “O nosso objetivo é que a revista seja inserida no mercado paraibano, contudo, percebemos a necessidade de tempo para produção da revista, uma vez que os conteúdos relacionados requerem de uma qualidade para a publicação. O lançamento acontecerá em Patos, mas o objetivo é que a revista ganhe uma dimensão no mercado estadual”, disse o jornalista.  

Já a diretora responsável pela revista, Nayalle Mayra, a primeira edição apresentará conteúdos exclusivos, dentre eles, a entrevista do artista plástico Neto Perigo. “Será uma revista que irá explorar diversos assuntos, principalmente com o direcionamento para a área cultural. Por tanto, convidamos a todos para prestigiarem este momento”, destacou. 

Exposição

Após o lançamento da revista, acontecerá a abertura da exposição “O cangaceiro”, com vários quadros de pinturas em tela do artista plástico Perigo Neto. 

Perigo Neto é reconhecido por suas produções em toda a região Nordeste, principalmente pela característica de contar histórias da época do cangaço. Em Patos, sua principal obra são os painéis desenhados nas paredes do Terminal da Integração Regional (Ivan Lucena da Nóbrega), antiga rodoviária, localizado na praça da independência.

Epitácio Germano

Nota de Repúdio


Na manifestação ocorrida em João Pessoa dentro do desfile do “Dia da Independência do Brasil” (07 de setembro), um pequeno grupo de pessoas mascaradas e encapuzadas abordou uma equipe de reportagem da TV Tambaú, ameaçando-a com xingamentos e não permitindo que fossem gravadas imagens e a fala da repórter. Um caso claro de excesso cometido por manifestantes, assim como outros que aconteceram desde as grandes mobilizações populares no mês de junho.

Para nós, do Sindicato dos Jornalistas da Paraíba, fica evidente que esta não pode ser uma forma legítima de protestar, uma vez que não são os profissionais que estão na rua realizando as coberturas que definem a linha editorial das empresas para as quais trabalham, nem muito menos são seus proprietários.

Os jornalistas são trabalhadores e trazem na essência de sua profissão o dever da ética e da busca pela verdade. Quem, de fato, deturpa a informação e criminaliza a luta social são os interesses corporativos das grandes empresas, que, regra geral, estão em consonância com os governantes de plantão.

Querer atacar os jornalistas pensando que se atacam esses interesses midiáticos é um erro infantil. Entendemos que a crítica deve ser feita nos moldes da que realizamos no último dia 30 de agosto, na manifestação nacional convocada pelas centrais sindicais, onde, juntamente com centenas militantes dos movimentos sociais, o Sindicato dos Jornalistas da Paraíba denunciou os baixos salários, o excesso de horas extras, as terceirizações e a concentração dos meios de comunicação nas mãos de poucas famílias.

Aproveitamos ainda para repudiar as agressões a jornalistas vindas da Polícia, que, na grande maioria das ocorrências Brasil afora, agiu e continua agindo com grande violência contra manifestantes e a imprensa.

Desta forma, ressaltamos nossa solidariedade aos profissionais atacados e/ou cerceados e reiteramos nosso compromisso com a liberdade de expressão e manifestação popular, a liberdade de imprensa e a necessária democratização dos meios de comunicação.

SINDICATO DOS JORNALISTAS DA PARAÍBA
09 DE SETEMBRO DE 2013

Final de semana com 37 acidentes nas rodovias paraibanas



Nenhuma morte foi registrada nas últimas 72 horas deste final de semana nas rodovias federais que cortam o estado da Paraíba. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) atendeu 37 ocorrências de acidentes com 41 feridos. Do total dos acidentes, apenas 13 não tiveram vítimas.

Também durante o fim de semana, a PRF fiscalizou 1.413 veículos, lavrou 372 autos de infração de trânsito, 36 veículos ficaram retidos para regularização, cinco animais que estavam soltos na pista foram recolhidos e realizou 366 testes de alcoolemia, onde 19 pessoas foram reprovadas e sete conduzidas para Delegacia de Polícia.

Ainda, dois veículos foram recuperados e duas pessoas foram encaminhadas para Delegacia de Polícia.

A primeira, um caminhoneiro que apresentou habilitação com a data de validade adulterada mediante fiscalização no Posto da PRF de Mata Redonda, km 107 da BR-101.

No mesmo local, também foi recuperada uma camioneta GM Montana Conquest, com queixa de roubo. Na ocasião a camioneta estava usando placas falsas petecentes a outro veículo. O condutor recebeu voz de prisão.


Em Boa Vista, no km 21 da rodovia BR-412, foi recuperada uma motocicleta Honda Titan CG 150, com o número de identificação adulterado e também usando placa pertencente a outra motocicleta. Ocorrência encaminhada para DP local.



Inspetor Genésio Vieira
Assessoria  PRF-NUCOM/PB

domingo, 8 de setembro de 2013

Casamento de aposentado com cabra acontece no dia 13 de outubro

'Apaixonado  há  2 anos',  aposentado  marca  casamento com  cabra  em  Jundiaí (SP)

Uma noiva que não reclama de nada, não vai ao shopping, não usa cartão de crédito e não fica grávida. Esses são alguns dos argumentos repetidos à exaustão nos últimos dias pelo aposentado Aparecido Castaldo, 74, morador da região central de Jundiaí (a 58 km de São Paulo).
Seria perfeito se ela não fosse uma cabra. Castaldo diz que vai se casar com o animal no dia 13 de outubro, à meia-noite, na Igreja do Diabo, também na cidade do interior paulista, comandada pelo cineasta Antonio Aparecido Firmino, o "Toninho do Diabo".
Viúvo e pai de sete filhos, Castaldo diz estar apaixonado pela cabra há dois anos e crê na aceitação do casamento pela neta de 19 anos e pelo bisneto, de três, que dividem a casa com ele – a cabra vai dormir na cama do "marido" quando os dois estiverem casados.
A ideia de realizar o casamento foi de Toninho do Diabo, autor de filmes trash, como "O Ataque dos Pneus Assassinos" ou o mais recente, "A Fazenda do Diabo", conforme contam os dois. "Ele já foi figurante de filmes meus", afirma o dono da igreja. "Graças ao bom Pai, a organização do casamento está dando certo", diz o cineasta.
Carmelita, com cinco anos de idade, é a segunda cabra que "encantou" o aposentado. Antes, conforme conta, já havia pensado em se casar com Geroma, mas ela morreu.
Castaldo pretende fazer um churrasco para comemorar o casamento. "Mas não vai ser com carne de cabra", avisa. Para a véspera, o cineasta, que vai celebrar a união na igreja que fica na sua casa (a matriz é em Governador Valadares, em MG, conta), diz ter recebido o convite de uma casa noturna de Jundiaí para realização de uma confraternização, a "Festa da Cabra Maluca", com apresentações de bandas de rock.

Recusa de igrejas

Com fala simples, Castaldo não teme perseguição de sociedades protetoras de animais, mas confessa que tem sido cobrado por evangélicos. "Eu busquei outras igrejas para celebrar o casamento, mas nenhuma quis fazer. Por isso procurei a do Toninho do Diabo, um velho conhecido da família."
Atualmente, a Lei de Crimes Ambientais prevê detenção, de três meses a um ano, e multa para quem abusar, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados (nativos ou exóticos). A legislação em vigor estabelece o aumento da penalidade de 1/6 a 1/3 no caso de os maus-tratos resultarem na morte do animal.
Mas, segundo o delegado Marcel Fehr, titular da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Jundiaí, para a polícia agir teria de ser configurada uma denúncia de maus-tratos por meio de entidades como Zoonoses, Vigilância Sanitária ou entidades protetoras de animais. "Vê-se a prática de zoofilia [sexo com animais] livremente em filmes por aí. Não sei se será crime não havendo maus-tratos", afirma. "Legalmente, porém, essa união não existe."
Castaldo planeja ter noite de núpcias com a cabra, mas não revela como será a intimidade do casal. O aposentado está à procura de uma costureira que faça um novo vestido de noiva. Mas a cabra já comeu o véu quando estava em um programa de televisão. (Uol)

Aproveitando esse fato bizarro, o poeta patoense Janduhy Dantas escreveu o cordel abaixo


O aposentado que vai se casar com uma cabra

Autor: Janduhi Dantas

Eu hoje tive a certeza
que este mundo está perdido:
há pouco vi na Internet
e fiquei estarrecido
um velho querendo ser
de uma cabra marido.

Cinco minutos de fama
é tudo o que o povo quer
para aparecer nas mídias
nêgo topa o que vier
não é que o velho quer mesmo
fazer da cabra mulher?

Este caso é verdadeiro
apesar de ser jocoso
saiu no saite do Standard
um jornal inglês famoso
não é humor de cordel
nem estória de Trancoso.

Não pense o leitor que falo
o inglês, não falo não
li o caso no Yahoo
que fez a propagação
prum cordel, lendo a matéria
veio logo a inspiração.

Sobre o caso acontecido
me botei a pesquisar
tava a notícia n'O Dia
noutros jornais pude olhar
“Homem vai casar com cabra”
no Google é bem fácil achar.

Fui ver por jornais no Google
se era mentira ou não
num logo vi a manchete
que trouxe a confirmação:
“Brasileiro vai casar
com cabra de estimação”.

O senhor Aparecido
um pedreiro aposentado
morador de Jundiaí
qu'é de São Paulo encostado
está com uma cabrita
de casamento marcado.

A notícia é verdadeira
nem sei se alguém acredita
o senhor aposentado
vai casar com a cabrita
a quem ele mesmo pôs
o nome de Carmelita.

Se sentindo solitário
não tendo com quem deitar
(já se deu mal com mulher
e não quer mais se estressar!)
bem tranquilo, decidiu
com a cabra se casar.

De 74 anos
(a reportagem dizia)
não está atrás de sexo
não vai haver zoofilia
ele garante pros filhos
só quer mesmo companhia.

Do senhor Aparecido
é o quinto casamento
viúvo, seus oito filhos
lhe deram consentimento
pra casar-se com a cabra
e viver sem fingimento.

Uma neta de vinte anos
e um bisneto de três
que moram junto com o velho
concordam com o qu’ele fez
e a chegada da Vó Cabra
aguardam pro próximo mês.

Do velho a casa é pequena
mas ninguém faz alarido:
a neta e o bisneto dormem
em um quartinho espremido
Carmelita vai dormir
na cama, com seu marido.

Disse o velho à reportagem
por que quer a união
com a cabra Carmelita
a sua grande paixão:
- Ela não sabe ir pro shopping
e lá torrar meu tostão.

- Casando com ela eu faço
melhor negócio da vida:
eu vou gastar muito pouco
com capim, sua comida
inda tem outra vantagem:
de mim nunca ela engravida.

- Posso gastar mais um pouco
pra cabra comprando milho
mas a despesa é pequena 
pra mim não tem empecilho
Deus me livre de mulher
me dar trabalho com filho!

- Eu não temo a Sociedade
Protetora de Animais
pois um mal a Carmelita
de fazer não sou capaz
porém alguns evangélicos
não me têm deixado em paz.

Diz o velho: - Desse amor
nem um minuto me privo
e pra tanto estardalhaço
eu não enxergo motivo
afinal de contas, sou
só um caprinoafetivo!

Há dois anos que o velho
pela cabra é arreado
os quatro pneus e diz
com cara de apaixonado:
- Não vejo a hora de estar
com Carmelita casado.

- Mas o senhor não tem medo
de levar uma “chifrada”?
(um repórter quis saber)
e o velho disse: - Que nada!
se a cabrita me trair
eu mato e como ela assada!

- Sobre isso, a Carmelita
tenho dito o tempo inteiro
que é pra ela saber
respeitar seu companheiro
não quero vê-la saindo
com bode pai-de-chiqueiro.

O velhote aposentado
na sua louca paixão
procurou várias igrejas
mas nenhuma o casa não
foi quando um pastor lhe disse:
“Procure a Igreja do Cão”.

O velho seguiu à risca
o conselho do pastor:
foi a Toninho do Diabo
do Satã um seguidor
que tranquilamente disse:
“Eu lhe caso, sim senhor!”

- O senhor e a cabra formam
um par romântico perfeito
pode ficar sossegado
que o casório aqui é feito
pois o deus daqui tem chifres
nós não temos preconceito!

Pro dia 13 de outubro 
tá o casório marcado
e o velhote quer seguir
um costume do passado:
ele vai ficar um mês
da sua noiva afastado.

O vestido para a noiva
é só o que tá faltando
costureira pra fazer
ainda estão procurando
um véu que o noivo lhe deu
a cabra acabou jantando!

O velho pro casamento
já convidou os vizinhos
será festa de arromba
com muitas frutas e vinhos
e Sabrina Sato e Bola
do Pânico são os padrinhos.

Ante Toninho do Diabo
que pastor da igreja é
de mão e pata bem dadas
estarão no altar com fé
o velho vai dizer “Sim”
Carmelita dirá “Bé”.

Em Jundiaí, cidade
do interior paulista
dia 13, à meia noite
na igreja do satanista
que também de filme trash
é diretor e artista.

Quando eu falei da matéria
sobre este matrimônio
a um velhinho evangélico
vizinho meu, Apolônio
disse ele: - Tá repreendido
velho filho do Demônio!

Eu aqui fiquei pensando:
“Que velho mais infeliz!”
mas depois lembrei da frase
que um meu amigo diz:
“Não importa de que jeito
importante é ser feliz!”.

sábado, 7 de setembro de 2013

Senado vota PEC do voto aberto na próxima quarta


Diz a máxima popular que: “Quem não deve não teme”. Mas, não é isto que vem demonstrando o Poder Legislativo brasileiro. Eleitos para defenderem os interesses do povo, os deputados e senadores, constantemente, dão demonstração de que legislam em causa própria. É esta impressão que se tem a cada vez que os parlamentares tentam protelar a apreciação de matérias como a Reforma Política e as Propostas de Emenda à Constituição (PECs)196/12, que trata do fim do voto secreto para cassação de mandato, e a 349, que prevê o fim do voto secreto para todas as votações no Poder Legislativo . 
 
A discussão sobre o voto aberto já dominou os debates na última semana e deve continuar por um bom tempo. A justificativa dos congressistas para a demora em votar matérias é de que são temas complexos e que necessitam de ampla discussão para poder se chegar a um consenso. 
 
Discussão esta que, em alguns casos demora décadas, principalmente, se a matéria afetar de alguma forma os interesses do Poder Legislativo. Sendo assim, chega-se a conclusão óbvia de que falta, realmente, vontade política para que projetos desse tipo andem no Congresso Nacional. 
 
A prova mais recente disso foi à aprovação, por unanimidade, da PEC 349 de autoria do ex-deputado federal Luiz Antônio Fleury (PTB-SP). A matéria prevê o fim ao voto secreto para todas as votações no Poder Legislativo. 
 
Em apenas uma semana, numa tentativa de amenizar os efeitos do vexame causado pela não cassação do deputado Natan Donadon (sem partido), mesmo depois de ele ter sido condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e está preso pelo crime de corrupção, a Câmara aprovou a PEC 349/01 que já tramitava na Casa há 13 anos.

Votação no Senado 
 
A PEC do voto aberto – aprovada pela Câmara no dia 3 deste mês - será analisada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado nesta quarta-feira. O relator da matéria é o senador Sérgio Souza (PMDB-PR). A proposta deve ser votada em dois turnos na Casa. Se os senadores fizerem alguma alteração no texto o projeto, a PEC voltará para Câmara onde passará pelo crivo dos deputados mais uma vez.  
 
Outra PEC que trata do voto aberto e que interessa mais ao Senado é a 86/2007, do senador Álvaro Dias (PSDB-PR), já aprovada pela Casa. A PEC, que tramita na Câmara desde o ano passado, acaba com o voto secreto apenas nos processos de perda de mandato de deputados e senadores, o que poderia tornar sua aprovação mais fácil. “Se aprovada sem mudanças, a PEC poderia ser promulgada em oito dias”, explicou o presidente do Senado, Renan Calheiros.
 
Voto secreto 
 
O voto secreto no Congresso é admitido em mais de 20 casos, entre eles, na análise de vetos presidenciais, na cassação de congressistas, na eleição para a Mesa Diretora (incluindo a escolha do presidente da Câmara e do Senado) e a indicação de conselheiros para o TCU (Tribunal de Contas da União).

“Sociedade quer transparência”
 
O senador Cássio Cunha Lima (PSDB) disse que a sociedade não aceita mais condutas sem transparência por parte do Poder Legislativo. Ele lembrou que a população foi às ruas para demonstrar isso. “O voto secreto se transformou numa cortina indecente que a sociedade não aceita mais”, declarou.  
 
Para o senador Cícero Lucena, do mesmo partido, a demora para se votar algumas matérias no Congresso Nacional se dá devido ao rito processual que ela tem que seguir no Senado e na Câmara dos deputados. “Além disso, muitas vezes, o legislativo só vota o que o Poder Executivo quer e ele (o executivo) não estava interessado no conteúdo dessas PECs, não”, afirmou Cícero. Ele e Cássio declararam que são favoráveis ao fim do voto secreto para todos os casos. 
 
O também senador Vital do Rêgo Filho (PMDB) saiu em defesa do Senado, em relação à demora da tramitação das matérias. Ele lembrou que a PEC 196/07 já foi votada pelo Senado. “Enquanto presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) dei parecer favorável a proposta e rapidamente ela foi levada ao plenário. Com esse gesto, nós atendemos o desejo da sociedade de ter uma política mais transparente e célere”, disse.   
 
 Ele explicou que a Câmara tem um processo de tramitação de matérias diferente do Senado. “Nós temos 81 senadores e lá são 513 deputados. Então, isso exige uma discussão mais prolongada que demanda mais tempo”, justificou o peemedebista. De acordo com Vitalzinho, o voto secreto, atualmente, só traz prejuízos ao Legislativo. “Porque ele cria um clima de desconfiança que não condiz como parlamento”, frisou.  
 
Vital destacou que o corporativismo dos parlamentares muitas vezes leva o Legislativo a enfrentar situações delicadas. Porém, lembrou que esta é uma prática existente em todas as profissões e tipos de sociedade. “O corporativismo só não pode estar acima do clamor popular e o voto aberto perpassa isso”, ressaltou.
 
De acordo com o senador, o Brasil exige cada vez mais posições afirmativas do Poder Legislativo. “Que tende a desenvolver ações proativas com propostas voltadas para atender os anseios da sociedade”, comentou.

Sem resistência  
 
Mesmo após as PECs 349 e 196, que prevêem o fim do voto secreto, terem passado, aproximadamente, sete anos paradas na Câmara - a primeira já foi votada e aprovada e a segunda ainda está na fila de espera - o deputado federal Wilson Filho (PMDB) acredita que não houve resistência por parte do parlamentares para apreciá-las. 
 
“O que havia era uma resistência ao voto aberto para análise dos vetos presidenciais porque esta seria uma forma do chefe do Executivo saber o posicionamento dos parlamentares e isso poderia gerar pressão de um poder sobre o outro”, disse Wilson Filho. 
 
O deputado Benjamim Maranhão também do PMDB disse que após o desgaste sofrido pela Câmara Federal com a não Cassação de Natan Donadon não teria mais como a Casa não acelerar a votação da PEC que trata do fim do voto secreto no legislativo.
 
 “O caso Donadon desmoralizou a Câmara, além de ter sido uma votação absurda e imoral. Ninguém poderia ter concordado com aquela não cassação. Se a Câmara mantivesse o voto secreto seria uma burrice”, avaliou o deputado.

Jogo de interesses  
 
“Em muitas matérias é possível verificar que há interesse em fazer com que elas andem ou não. Em outras esse interesse não é tão visível assim. Não podemos negar que existe um jogo de interesse que dita o ritmo em que as matérias devem tramitar na Casa”. A declaração é do deputado Hugo Motta (PMDB). 
 
De acordo com o deputado, isso não deveria ocorrer em nenhum lugar, principalmente, em uma Casa onde os parlamentares foram eleitos para representar os interesses do povo. “Em toda profissão existe corporativismo. No parlamento ele é utilizado como defesa, já que, a classe política sofre uma marginalização muito grande”, justificou.

Briga de poderes 
 
O deputado federal Leonardo Gadelha (PSC) declarou que o corporativismo parlamentar muitas vezes acaba gerando conflitos entre os Poderes. “Existem casos específicos em que o comportamento de alguns contribuiu para a guerra surda entre o Legislativo e o Judiciário”, comentou.  
 
Com relação à resistência do legislativo em votar matérias que ferem o interesse dos parlamentares, Gadelha acredita que esse tipo de atitude diminuiu muito ao longo do tempo. “Já existia um sentimento de transformação crescente na Câmara dos Deputados e a pressão popular acentuou esse desejo fazendo com que muita coisa mudasse”, afirmou. 
 
Leonardo Gadelha disse que o parlamento brasileiro está passando por um processo de evolução constante.

Corporativismo
 
O deputado federal Ruy Carneiro (PSDB) reconheceu que há um corporativismo muito grande no Poder Legislativo. Segundo ele, isso vem causando um desgaste intenso na política brasileira. “O corporativismo para ações negativas é um atentando contra as casas legislativas”, avaliou. 
 
Ruy Carneiro disse que a falta de transparência é outro problema sério que o legislativo enfrenta. “Essa fuga serve para esconder algumas posições que não estão em consonância com o desejo da população, mas com o de alguns empresários”, revelou. 
 
Sobre o fim do voto secreto, Ruy lembrou que existem vários projetos em tramitação no Congresso Nacional.

PEC 196/12
 
“Se a PEC do fim do voto secreto para cassação de mandato já tivesse sido votada nesses sete anos, já que ela foi apresentada em 2007, muitos vexames como o da absolvição do deputado-presidiário (Natan Donadon - sem partido), teriam sido evitados para o parlamento”, declarou indignado o senador Álvaro dias (PSDB-PR), autor da proposta. A PEC 196, que foi aprovada pelo Senado ano passado, é originária da PEC 86/2007, também de autoria do tucano.
 
O parlamentar disse que o voto secreto proporciona o anonimato da covardia. “Quem quer ser cúmplice do crime e da corrupção, tem que mostrar a cara ao País com o voto aberto”, declarou.  Segundo ele, a PEC demorou a ser votada porque há muitos interesses em jogo. “A política se transformou em um promíscuo balcão de negócios. Foi esse tipo de negócios que deu origem ao mensalão, o maior escândalo de corrupção de todos os tempos”, disparou o senador.  
 
Ele explicou que, após muita insistência, a PEC foi votada no Senado no final do ano passado e na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados. Lá, ouve um impasse entre o PT e o PMDB que, segundo do senador, dificultaram a indicações da composição da comissão especial que precisava analisar a proposta antes dela ser enviada para a votação em plenário. Com isso, os líderes foram indicados pelo presidente da Casa, deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), que solicitou a apreciação da matéria o mais rápido possível.
 
Voto secreto para vetos e eleição da Mesa
 
O deputado Manoel Júnior (PMDB), defendeu a manutenção do voto secreto para a análise dos vetos da Presidência da República e para a escolha dos membros da Mesa Diretora da Câmara e do Senado. Para o peemedebista, o voto aberto fará com que os parlamentares fiquem suscetíveis de pressão por parte do Executivo. 
 
“Em uma eleição para a escolha de deputado, senador e presidente o voto é secreto. Então, porque para a escolha do Mesa Diretora, onde nós vamos escolher colegas, tem que ser diferente?”, indagou. “Se houver voto aberto para a apreciação dos vetos presidenciais haverá pressão do Poder Executivo. Neste caso, o voto secreto é importante para a preservação da democracia”, complementou Manoel Júnior. 
 
Já a deputada Nilda Gondim, do mesmo partido, saiu em defesa da PEC 349, aprovada na Câmara quarta-feira, que prevê o fim do voto secreto para todas as votações do Legislativo. “Temos que votar com a consciência. Não tenho porque temer. Tenho que votar de acordo com transparência”, afirmou a deputada.  
 
Para o deputado federal Damião Feliciano (PDT), o voto aberto é uma espada de dois gumes. “Por um lado é bom porque vai proporcionar mais transparência na postura dos parlamentares. Por outro é muito ruim porque vai permitir o monitoramento dos parlamentares por parte da base que ele está inserido”, ponderou.  

Resistência acabou 
 
O deputado Efraim Filho (Democratas) acredita que todo e qualquer tipo de resistência que havia na Câmara dos Deputados para colocar em votação projetos de interesse popular, mas que de certa forma desagradaria à classe política acabou na última quarta-feira, durante a aprovação da PEC do voto abeto no Legislativo.  
 
“Tanto o voto secreto, como o corporativismo coloca homens de bem da política na vala comum. O voto secreto não permite que se separe o joio do trigo”, avaliou Efraim. De acordo com o deputado, o voto secreto vinha sendo utilizado, por alguns parlamentares, como instrumento de blindagem no parlamento para relaxar decisões do  Judiciário.  “Isso não deve ocorrer mais com o fim do voto secreto”, frisou Efraim.
 
 

Correio da Paraíba

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Em Matureia produtores de tomate orientados pela EMATER comemoram alta produtividade do fruto


A diminuição de pulverizações e a maior utilização de matéria orgânica como adubo foram umas das orientações repassadas pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (EMATER) de Matureia aos produtores Edilson Alexandre e José Adriano de Medeiros, que possuem um plantio de tomates na comunidade Sucuru.

De acordo com o técnico e extencionista rural da EMATER no município, Hildenêr Lucena, foram cultivadas 3 variedades de tomate de porte rasteiro: Facino, Tinto e Ty. Utilizando técnica de irrigação localizada por gotejamento, os produtores juntamente com o técnico viabilizaram o processo que poderia ser prejudicado pela escassez de água na região.

“Nós acompanhamos toda a produção, realizando orientações desde a preparação do solo e a manutenção das técnicas de irrigação, até a colheita. Em um período de 13 dias, 2200 caixas de tomates foram colhidas, com perspectiva de mais 6500 caixas até o dia 20 de outubro, quando será finalizado o processo”, explicou o técnico.

Por Jéssica Freitas


Em filiação de Dinaldinho, público chama Cássio de governador























O senador e vice-presidente nacional do PSDB, Cássio Cunha Lima, convidado principal do ato que marcou a filiação do médico Dinaldo Filho, Dinaldinho, ao referido partido na noite desta sexta-feira 6, foi ovacionado na Câmara Municipal Casa Juvenal Lúcio de Sousa, de Patos. O espaço ficou pequeno para filiados e simpatizantes e lideranças de vários municípios.
O clima de euforia foi marcante a cada pronunciamento, mas quando Cássio usou a tribuna teve que esperar cessarem os aplausos. Durante sua oratória ouviu sonoro “Cássio governador” do público que lotava a galeria.

À mesa estavam Dinaldo Wanderley, presidente do diretório municipal do PSDB, deputado Antônio Mineral, Ruy Carneiro, presidente estadual do PSDB, senador Cássio, Dinaldinho, ex-DEM, agora nos quadros do Partido da Social Democracia Brasileira, senador Cícero Lucena, advogado Pedro Cunha Lima e ex-deputado Múcio Sátiro.

Os discursos tiveram o som de fortalecimento do partido e a preparação para aas eleições de 2014. Em se tratando de eleição, Cássio foi categórico ao afirmar que só vai sentar para discutir a aliança com o PSB, do governador Ricardo Coutinho, no momento certo, no ano eleitoral. Na verdade parte do PSDB defende a continuidade dessa aliança e outra a candidatura de Cássio ao governo do Estado.

Cássio lembrou da campanha presidencial, dos possíveis nomes, a exemplo da própria Dilma, Marina Silva, Eduardo Campo, mas disse que lutará nome de Aécio Neves, candidato de seu partido. Falou também do trabalho que o PSDB vem realizando na Paraíba, atraindo novas filiações e enalteceu a de Dinaldinho, que só engrandece o partido.

Em seu discurso Dinaldinho agradeceu a seu ex-partido DEM se referindo principalmente às figuras de Efraim Morais e Ademir Morais, que lhe deram grande apoio. Fez um retrospecto de sua caminhada política, desde os movimentos estudantis à candidatura a prefeito de Patos ano passado. Não esqueceu de agradecer a Bonifácio Rocha (PSB), seu candidato a vice em tal campanha eleitora na qual foram derrotados por Francisca Motta (PMDB) e Lenildo Morais (PT). Enalteceu o caráter, a ética de Bonifácio.

Ao final Dinaldinho, provável candidato a deputado estadual, agradeceu o carinho de todos e disse que não lhe faltará garra, determinação, caso seja candidato, e que Patos não ficará sem oposição ao governo Francisca Motta.


Marcos Eugênio

Mutirão da catarata realiza mais 191 cirurgias em Patos




O Governo do Estado, através da SES – Secretaria de Estado da Saúde, dará prosseguimento ao mutirão das cirurgias eletivas de catarata na regional Patos. Na próxima semana, de 10 a 13 serão realizados mais 191 procedimentos cirúrgicos, beneficiando pacientes de Patos (132), Desterro (15), Malta (24), Emas (7), Cacimbas (7) e Cacimba de Areia (13).

Os pacientes de Patos estão distribuídos em três dias, de 10 a 12. Os de Desterro devem comparecer ao Hospital Regional a partir das 8h no dia 11. Os de Emas no dia 12; Cacimbas e Cacimba de Areia no dia 13. Na regional Patos, após todo o processo, iniciado em maior de 2012, de triagem para detectar a necessidade da cirurgia, exames de risco cirúrgico, 400 pessoas foram cadastradas nos 24 municípios de sua jurisdição. Para a 6ª Região de Saúde havia a disponibilidade para 545 procedimentos cirúrgicos, mas vários casos não exigiam a operação, que dura em média de 7 a 10 minutos e na quase sua totalidade recupera a visão do paciente.

Um total de 50 cirurgias foram realizadas pelo Hospital Regional de Patos Dep. Janduhy Carneiro no mês passado, sendo atendidas as demandas de: Salgadinho (01); São José de Espinharas (12), Junco (01), Quixaba (06), Mãe D’Água (10), Areia de Baraúnas (04), Catingueira (03) e São José do Bonfim (03).

São mais de R$ 12 milhões disponibilizados pelo Ministério da Saúde para a Paraíba investir em cirurgias eletivas, sendo o primeiro componente, como prevê a Portaria Nº 1.340 de julho de 2012, destinado às de catarata. Segundo o gerente da 6ª Regional de Saúde, José Leudo Farias, logo que forem concluídas as cirurgias de catarata na Paraíba, novo cadastramento será realizado para as dos componentes II e III, que incluem uma série de procedimentos, como as de urologia, ortopedia, otorrinolaringologia, oftálmicos, dentre outros.


Marcos Eugênio (6ª GRS)


Após Grand Prix, Zé Roberto aconselha jogadoras a crescer na Europa

O alto nível da Superliga de vôlei no Brasil vem protagonizando nas últimas temporadas um fato inimaginável em outros esportes, como futebol ou basquete: Seleções competitivas formadas majoritariamente por atletas que atuam no País - e não na Europa. Um exemplo da força do vôlei nacional é a Seleção feminina, que no domingo conquistou o Grand Prix com apenas uma atleta que não atuará no País nesta temporada da Superliga: a ponteiro Fernanda Garay, contratada pelo turco Fenerbahce.
No entanto, o treinador José Roberto Guimarães se mostrou temeroso ao tocar no assunto nesta quinta-feira, no evento de lançamento da Superliga, em São Paulo. O técnico alertou que as jogadoras não podem abrir mão de atuar no vôlei europeu e ganhar um tipo de experiência que não adquirirão atuando no Brasil.
"A Superliga é um grande campeonato, mas tem também as experiências pessoais de jogar um outro campeonato, aprender outra língua", destacou Zé Roberto, treinador também do Amil Campinas. "Quando você joga fora, você é cobrado de outra maneira: você é o estrangeiro que veio para resolver os problemas do time. Tudo tem um enfoque diferente. O crescimento acontece aqui e lá fora", acrescentou.
As palavras de Zé Roberto foram respaldadas por Leandro Vissotto, que nesta temporada retorna à Superliga depois de atuar por dois anos no Ural Ufa, da Rússia. O oposto, 30 anos, reconheceu que as passagens que teve pelo vôlei europeu foram fundamentais para se tornar um atleta de destaque.
"Eu dei um salto de qualidade na minha carreira quando fui para a Itália", comentou Vissotto, que atuou no vôlei italiano entre 2006 e 2010. Depois de defender o hoje extinto Vôlei Futuro por uma temporada, ele retornou à Europa para jogar na Rússia.
"Uma deficiência da nova geração é a falta de experiência internacional. É bom jogar aqui, mas priva os novos de terem essa experiência. Talvez seja importante os mais novos pensarem nessa possibilidade (de jogar fora)", acrescentou Vissotto, que recomendou o tempo padrão para os jogadores adquirirem a bagagem necessária para retornar: "um a dois anos, no máximo".
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