Iara da Silva Machado (Psicóloga)
No passado, o relacionamento mãe-filho dentro da
família era visto como o mais importante e considerado a primeira relação
social e, portanto, a mais influente na formação da personalidade e do
comportamento. Por esse motivo, era o objeto de estudos mais frequente. Embora
esse relacionamento ainda seja tido como central, torna-se cada vez mais claro
que as relações individuais ou em pequenos grupos tornam-se significativas sob
o ponto de vista dinâmico apenas quando são parte de um contexto social mais
amplo. Essas descobertas fizeram com que os pesquisadores mudassem o foco da
atenção do relacionamento mãe-filho na família para o estudo das interações
dentro de toda a unidade familiar, como grupo.
(Buscaglia, 1997, pág. 79).
Validando
essa expressão dos estudos sobre a família, há quase duas décadas, vem se
traduzindo um olhar expressivo abrangente na função maternal, de tal maneira,
que a expressão maternagem tem
traduzido um quanto significativo dos vínculos entre cuidadores e dependentes na contemporaneidade.
Reconhecendo-se
que aquela pessoa que sintoniza afetivamente de modo positivo com outra em
condições de dependência psicoemocional, como é o caso de crianças em tenra
idade, podem auxiliar de modo construtivo a estrutura psicológica e social
daquele menor pela função de maternagem.
Onde os cuidados físicos, emocionais e sociais se apresentam como alimento afetivo.
Assim,
é favorecido um lugar de maior humanização das relações familiares, onde a
capacidade de amar se estende para além da mãe biológica para os pais e
parentes próximos onde a manifestação amorosa se apresente.

É
para essas pessoas que hoje desejo vibrar positivamente: As Mães Sociais da Vida!
Aquelas pessoas que se dedicam ao amor ao próximo nas várias frações de vida
social organizada, nas Comunidades Religiosas, nas Organizações Não
Governamentais (ONGs), nas Instituições Sem Fins Lucrativos, nos Centros
Comunitários e nas Instituições Governamentais onde haja a Atenção Psico-Social
as Crianças e Jovens cujas mães ou cuidadoras não podem está na convivência
diária ostensiva em função de atividades de trabalho remunerado, para
sustentação material do núcleo familiar.
Parabéns
a essas mulheres que incluem nas suas vidas os filhos de outros ventres e
cuidam deles com a boa maternagem, na manifestação de afetos calorosos,
amorosos e saudáveis.
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