IARA DA SILVA MACHADO
Dei-vos
tais coisas para que minha alegria possa estar convosco, e para que vossa
alegria possa ser plena.
João
(15:11)


Nós,
seres humanos, somos ensinados cedo na vida que certos sentimentos são “ruins”,
enquanto outros são “bons”...como os sentimentos são a vida do corpo, julga-los
bons ou maus é julgar o individuo, e não os seus atos.
Condenar
qualquer sentimento é condenar a vida. Os pais costumam fazer isso, dizendo ao
filho que ele é mau por ter certos sentimentos. Isso é especialmente verdadeiro
quando se trata de sensações sexuais, mas também se aplica a outras sensações.
Os pais geralmente humilham um filho por ele ser medroso, o que obriga a
criança a negar seu medo e agir com bravura. Mas não sentir medo não significa
que a pessoa sinta coragem. Apenas que a pessoa não sente.
Sentir
é perceber um movimento interno. Se não há movimento, não há sentimento. Sendo
assim, se a pessoa deixa o braço pender imóvel por vários minutos, ela acaba
não sentindo esse membro. Dizemos que “dormiu” (dormente). Esse princípio serve
para todos os sentimentos.
Nos
tratamentos especializados de saúde mental, psicológica e integral, na
liberação dos sentimentos reprimidos, das recordações de um período primitivo
da infância, em beneficio da “sobrevivência”, no aprofundamento do self, também
vamos adquirindo coragem para lidar com os medos e traumas de um modo maduro,
sem negação ou repressão, porque em algum lugar, bem no fundo de cada um de
nós, está a criança que era inocente e livre e que sabia que a dádiva da vida
era a dádiva da alegria.
Fonte:
LOWEN, Alexander. Alegria: A entrega ao corpo e a vida. Summus Editorial.
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