
De acordo com o artigo, poluição sonora é “a emissão de ruídos indesejáveis de forma continuada e em desrespeito aos níveis legais que, dentro de um determinado período de tempo, ameaçam a saúde humana e o bem-estar da coletividade”. Os barulhos abusivos têm sofrido um aumento nos últimos tempos e isso pode ser percebido também dentro do ambiente hospitalar.
Apesar das salas de operação serem lugares, originalmente, silenciosos, nota-se uma produção de ruídos de alta e média intensidade. Os autores explicam que esses sons são oriundos de vários movimentos de vibração com diferentes frequências. A poluição sonora no ambiente cirúrgico é causa por vários fatos como a presença de muitos equipamentos com motores. “Esses podem ser descritos como sinais acústicos aperiódicos, os quais não apresentam relação entre si”, afirmam no artigo.
A presença de barulho pode afetar a memória em curto prazo e causar desatenção, além de ter efeitos fisiológicos e psicológicos. Segundo Carlos Rogério e Gilberto Walter, “tarefas que exigem alto grau de atenção, como o ato anestésico, são profundamente afetadas pelos ruídos”. Os sons derivados das salas de operações não causam surdez, contudo são responsáveis por um nível considerável de estresse.
Como o risco à exposição excessiva de ruídos só traz prejuízos para a audição, muitas pessoas não dão a devida atenção para esse problema e menosprezam suas consequências. Contudo, a poluição sonora pode causar transtornos do sono, problemas endocrinológicos e neurológicos que se associam ao desenvolvimento de outras doenças. “É importante alertar a sociedade, especialmente os profissionais da saúde e áreas afins, sobre os efeitos prejudiciais decorrentes da poluição sonora. Tais efeitos podem ser atenuados com elaboração de programas educativos e de medidas preventivas para a fiscalização dos níveis de ruído ambiental”, concluem os especialistas.
Agência notícias
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