Compromisso com a verdade dos fatos

Bem-vindo ao blog Garimpando Palavras

domingo, 1 de maio de 2011

Schwarzenegger obeso é atração de feira de artes na China

A obra intitulada "Arnold Schwarzenegger" foi destaque de uma feira de arte contemporânea inaugurada neste sábado (30), em Pequim, na China. A escultura do artista plástico Shu Yong mostra o governador da Califórnia numa versão nua e obesa e com os óculos e a arma de seu mais famoso personagem no cinema, o "exterminador do futuro". (Foto: AP)


Fonte:AP

NOVO PARTIDO NA PARAIBA


          Esta em formação em todo Brasil, o Partido Pátria Livre mais conhecido como (PPL). O partido esta sendo formado em todo Brasil por várias frentes sindicais como a CGTB (Central Geral dos Trabalhadores do Brasil) FADIM (Federação Democrática Internacional das Mulheres), CNAB (Congresso Nacional Afro-Brasileiro), os movimentos estudantis UNE e UBES e vários  outros movimentos que estão junto na formação desta nova sigla.

         Segundo o Presidente da sigla no estado da Paraíba, Eugênio Falcão, o partido PPL, foi fundado no dia 21 de novembro de 2009, homenageando o grande guerreiro da história nacional o militante Tiradentes, por ser o precursor da independência do Brasil, dando a sua vida pela independência do país em relação aos domínios de Portugal. O PPL faz o convite a todos militantes paraibanos, lideres sindicais, lideres de bairros e lideres estudantis dos 223 municipios da Paraiba, para fazerem parte da historia do nosso partido, contribuindo para um partido que prega uma Pátria Livre, e independente economicamente para o avanço do nosso país. Essa bandeira o nosso ex-presidente Lula ja deu o ponta pé inicial quitando a divida externa, que é o maior mal que assolava o desenvolvimento do Brasil a varios anos, e também  será mais um partido disposto a trabalhar com o compromisso de defender e representar a classe trabalhadora do nosso país. Para mais informações o nosso contato é: (83) 8817- 3869.



Att,


Eugênio Falcão
Presidente do PPL-PB
83 8817-3869

O Presente sem passado nem Futuro
 
Vivo sempre no presente.
O futuro, não o conheço.
O passado, já o não tenho.
Pesa-me um como a possibilidade de tudo, o outro como a realidade de nada.
Não tenho esperanças nem saudades.
Conhecendo o que tem sido a minha vida até hoje - tantas vezes e em tanto o contrário do que eu a desejara - que posso presumir da minha vida de amanhã senão que será o que não presumo, o que não quero, o que me acontece de fora, até através da minha vontade?
Nem tenho nada no meu passado que relembre com o desejo inútil de o repetir.
Nunca fui senão um vestígio e um simulacro de mim.
O meu passado é tudo quanto não consegui ser.
Nem as sensações de momentos idos me são saudosas: o que se sente exige o momento; passado este, há um virar de página e a história continua, mas não o texto.

Fernando Pessoa, no "Livro do Desassossego"

MÃE: ESTADO DE GRAÇA DO SER FEMININO


Por Iara da Silva Machado

Segundo Chevalier e Gheerbrant (2003) o simbolismo de mãe está ligado ao do mar, na medida em que eles são ambos, receptáculos e matrizes da vida. O mar e a terra são símbolos do corpo materno.
As grandes Deusas Mães foram, todas, deusas da fertilidade: Gaia, Réia, Hera, Deméter, entre os gregos, Ísis, entre os egípcios e nas religiões helenísticas, Istar entre os assírio-babilônicos. Astart, entre os fenícios, Kali entre os hindus.
Nascer é sair do ventre da mãe; morrer é retornar a terra. A mãe é a segurança do abrigo, do calor, da ternura e da alimentação.
O Vedanta, da cultura hindu, traz a expressão Mãe divina como o continuum que reúne e mantém o universo, como unidade de tudo que se manifesta, qualquer que seja o seu nível de existência, desde a simples aparência até à ilusão pura. Ela é a consciência da manifestação do eu de Xiva manifesto na infinidade das aparências, dessas ondas de poder energético que são os seres, da matéria precipitada em relâmpagos fugidios. Ela é consciência da Totalidade manifesta. Litanias a invocam nesses termos: Ó Mãe Divina, Tu, na forma de energia criadora, eu me prosto diante de Ti!
A tradição cristã traz a figura da Mãe de Deus, em seus cânticos de louvor a Rosa Mística de Nazaré:...Benfeitora dos que sofrem, infelizes, combalidos. Mãe Santíssima teu nome é Amor!
Assim, vários estudos e cultos reverenciam a energia materna como co-criadora na Terra.
Então, convido a todos a refletirem sobre a função do grande instrumento que se torna a mulher quando aceita, escolhe e busca favorecer a vinda de um novo ser.
A mãe é a portadora de renúncia e perdão legítimo ante filhos imprevidentes; a mãe é a confiança de auxiliar na esperança da renovação de conduta de filhos delinqüentes; mãe é a entrega ao divino cada vez que um filho sai para uma festividade mundana; mãe é a guardiã da fé!
Justas homenagens sejam rendidas a essa personagem que concede a oportunidade maravilhosa da existência.
Honrar a mãe é uma lei do código divino. A honra implica o respeito, a piedade filial e a amorosidade para com aquela que doou de si para que o filho pudesse prosperar no físico, material, emocional, intelectual, afetivo, e espiritual.
A você, MINHA MÃE, a minha sincera gratidão pelos ensinamentos, pela perseverança, pelo amor e dedicação que me foi ofertado, que muito ajudou, quando me tornei mãe, podendo sentir e validar o quão fantástico é o poder da doação incondicional.
A TODAS AS MÃES a minha admiração e vibrações calorosas para que essa missão sagrada seja cumprida de modo a se manter o coração em festa, as mãos em ação benéfica e a consciência tranqüila.

Coluna publicada simultaneamente com o pbnoticias.com

DIA DE JOGO NA ABADIA

Efigênio Moura


Na sexta feira passada, 29 de abril, quando passava pela Rua Paulo Nunes, Maicon Suélio, 12 anos, filho de Damiana Corrimão ouviu de uma televisão ligada, o locutor em voz esfuziante anunciar:

‘ Alô! Alô amigos do Brasil! Tudo pronto pra começar o maior espetáculo do ano. ’

Atento a voz, procurou através da audição de onde vinha o som, era da casa de Dona Vandira.
Maicon agoniou-se. Tinha hora para chegar em casa. Levava uma trouxa de roupa suja para sua mãe lavar, mas, ia começar o maior espetáculo do ano e com certeza não dava tempo dele chegar lá na Rua Bernardina Alcântara, na Vila Popular onde morava.

- Eita fébi, vai dá tempo não!!!

Dava não. Aproximou-se da casa de Dona Vandira, sabia que se pedisse a ela pra assistir ao espetáculo, ela não abriria a porta pra um desconhecido, mas...

- Nessa hora é tudo longe. Os bar, as casa dos amigos..

Maicon suava e olhava para o tempo, tinha que chegar até o meio dia e ainda tomar banho pra ir ao colégio. O sol fazia gracejos com Monteiro. E o locutor abria a voz...

‘ Não percam daqui a pouco você vai ver um espetáculo único, onde o mundo todo vai parar pra assistir... ’

Maicon tinha certeza que o mundo todo era Monteiro, duas ruas de Zabelê e toda Campina Grande. Foi no Zépa, o Zé Pinheiro, que ele teve o primeiro contato com a maior paixão de sua vida e desde aquele tempo, sempre que ouvia qualquer menção sobre essa paixão, ficava meio que anestesiado, sexta foi um dia desses.

Aproximou-se da janela e ouviu o som da televisão, tentou ouvir o hino do Campinense Clube ou os gritos da Facção Jovem. O locutor acunhava:

‘ Muita gente bonita e ansiosa para acompanhar este grande evento, na Abadia de Uesti Minster..., o enlace matrimonial de Willian e Keiti Midélton...’

( Duas palavras novas: enlace e matrimonial. )


- Deve ser essas coisas qui a televisão inventa, locutô de jogo é amostrado qui só a gota. Agora, eu pensei qui o jogo era contra o Treze, már né não, é com o zistrangêro, um tá de Uéstimisti...conheço não.


Desde quando ainda era menino e saia do Zé Pinheiro, com uma caixa de isopor pendurada no pescoço para ir até o Renatão, na Boa Vista, vender dindim nos treinos do Campinense que ele se apaixonou pelo clube cartola. Seu dia de maior alegria foi quando foi promovido a vendedor no Amigão, o jogo era o Campinense contra o Esporte de Patos, em momento nenhum parou de assistir ao jogo.
Depois de 5 partidas, fora demitido. Ato que coincidiu com sua vinda para Monteiro, e agora se encontrava naquele dilema, em frente a uma casa desconhecida, uma rua diferente e uma voz aparentemente familiar:

- Será Fábio Brito? Oxe, e esse jogo a essa zóra ?

De tanto desespero, resolveu colocar a trouxa de roupa bem próximo à porta da casa de Dona Vandira, e ficou a espreita de algum grito de gol.
Até que a porta da casa abre, ele levanta-se, Dona Vandira sai.

- Tá fazendo o quê ai minino?
- Tava escutano o jogo do Campinense.
- Oxe! E onde tem jogo.

Ele afastou um pouco tentando ver a televisão e apontou pra sala. Dona Vandira afastou-se.

- Que jogo o quê menino, o que está passando é o casamento real.
- O casamento real?
- É na Europa.
- Real?
- É. Nos estrangeiro.

Maicon Suelio olhou de soslaio e com desprezo para a exibição, agachou-se pegou a trouxa de roupa colocou em cima da cabeça e murmurou:

- Tá cá gota. O Campinense jogano contra o Real Madri. Time bom da gota! Duvido qui  Rinaldo sabe disso!

E foi caminhando satisfeito rumo à rua onde morava, imaginando o  
Campinense entrando naquele campo, o Abadia...

 

Dia do Trabalho, dia do lazer

Neste primeiro de maio, quando a maioria dos países industrializados comemora o Dia do Trabalho, os trabalhadores patoenses são lembrados com festa e recreação na área de lazer do Sesi. Desde às 9h que os trabalhadores de diversas categorias, familiares, ocupam o parque aquático, inaugurando a reforma das piscinas com banho de som e churrasco. 

A festa, animada pela banda patoense Bom Só Só, é fruto de uma parceria envolvendo o Sesi e Sindicato dos Comerciários, numa forma de prestar homenagem a todos os trabalhadores.

Origem do Dia do Trabalho

Em 1886, realizou-se uma manifestação de trabalhadores nas ruas de Chicago nos Estados Unidos da América.

Essa manifestação tinha como finalidade reivindicar a redução da jornada de trabalho para 8 horas diárias e teve a participação de milhares de pessoas. Nesse dia teve início uma greve geral nos EUA. No dia 3 de Maio houve um pequeno levantamento que acabou com uma escaramuça com a polícia e com a morte de alguns manifestantes. No dia seguinte, 4 de Maio, uma nova manifestação foi organizada como protesto pelos acontecimentos dos dias anteriores, tendo terminado com o lançamento de uma bomba por desconhecidos para o meio dos policiais que começavam a dispersar os manifestantes, matando sete agentes. A polícia abriu então fogo sobre a multidão, matando doze pessoas e ferindo dezenas. Estes acontecimentos passaram a ser conhecidos como a Revolta de Haymarket.
Três anos mais tarde, a 20 de Junho de 1889, a segunda Internacional Socialista reunida em Paris decidiu por proposta de Raymond Lavigne convocar anualmente uma manifestação com o objetivo de lutar pelas 8 horas de trabalho diário. A data escolhida foi o 1º de Maio, como homenagem às lutas sindicais de Chicago. Em 1º de Maio de 1891 uma manifestação no norte de França é dispersada pela polícia resultando na morte de dez manifestantes. Esse novo drama serve para reforçar o dia como um dia de luta dos trabalhadores e meses depois a Internacional Socialista de Bruxelas proclama esse dia como dia internacional de reivindicação de condições laborais.

Em 23 de Abril de 1919 o senado francês ratifica o dia de 8 horas e proclama o dia 1 de Maio desse ano dia feriado. Em 1920 a Rússia adota o 1º de Maio como feriado nacional, e este exemplo é seguido por muitos outros países. Apesar de até hoje os estadunidenses se negarem a reconhecer essa data como sendo o Dia do Trabalhador, em 1890 a luta dos trabalhadores estadunidenses conseguiu que o Congresso aprovasse que a jornada de trabalho fosse reduzida de 16 para 8 horas diárias.

Dia do Trabalho no Brasil

Até o início da Era Vargas (1930-1945) certos tipos de agremiação dos trabalhadores fabris eram bastante comuns, embora não constituísse um grupo político muito forte, dado a pouca industrialização do país. Esta movimentação operária tinha se caracterizado em um primeiro momento por possuir influências do anarquismo e mais tarde do comunismo, mas com a chegada de Getúlio Vargas ao poder, ela foi gradativamente dissolvida e os trabalhadores urbanos passaram a ser influenciados pelo que ficou conhecido como trabalhismo.

Até então, o Dia do Trabalhador era considerado por aqueles movimentos anteriores (anarquistas e comunistas) como um momento de protesto e crítica às estruturas sócio-econômicas do país. A propaganda trabalhista de Vargas, sutilmente, transforma um dia destinado a celebrar o trabalhador no Dia do Trabalhador. Tal mudança, aparentemente superficial, alterou profundamente as atividades realizadas pelos trabalhadores a cada ano, neste dia. Até então marcado por piquetes e passeatas, o Dia do Trabalhador passou a ser comemorado com festas populares, desfiles e celebrações similares. 

Atualmente, esta característica foi assimilada até mesmo pelo movimento sindical: tradicionalmente a Força Sindical (uma organização que congrega sindicatos de diversas áreas, ligada a partidos como o PDT) realiza grandes shows com nomes da música popular e sorteios de casa própria. Na maioria dos países industrializados, o 1º de maio é o Dia do Trabalho. 

Comemorada desde o final do século XIX, a data é uma homenagem aos oito líderes trabalhistas norte-americanos que morreram enforcados em Chicago (EUA), em 1886. Eles foram presos e julgados sumariamente por dirigirem manifestações que tiveram início justamente no dia 1º de maio daquele ano. No Brasil, a data é comemorada desde 1895 e virou feriado nacional em setembro de 1925 por um decreto do presidente Artur Bernardes.

Aponta-se que o caráter massificador do Dia do Trabalhador, no Brasil, se expressa especialmente pelo costume que os governos têm de anunciar neste dia o aumento anual do salário mínimo. Outro ponto muito importante atribuído ao dia do trabalhador foi a criação da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, em 01 de maio de 1943.

Arquivo do blog